Bets ilegais driblam proibição e continuam acessíveis a brasileiros por meio de domínios internacionais
Plataformas de apostas online continuam acessíveis a usuários brasileiros mesmo após a proibição determinada pelo governo federal. A estratégia utilizada por sites ilegais é operar por meio de domínios internacionais, sem o final “.br” no endereço eletrônico, além de divulgar links nas redes sociais por meio de influenciadores.
Conforme apuração da CNN, dez dias após o prazo para a retirada das plataformas do ar, ainda havia perfis divulgando links para apostas e sites em funcionamento. As empresas autorizadas a operar no país tiveram de sair do ar em 6 de outubro, após a proibição anunciada em 25 de setembro.
Apesar de utilizarem domínios estrangeiros, essas plataformas continuam alcançando o público brasileiro por meio de compartilhamentos e divulgações na internet. Segundo o monitoramento do Ministério da Justiça, os sites identificados como ilegais e não regulamentados seguem sendo alvo de medidas para restringir o acesso.
Governo intensifica fiscalização nas redes sociais
A Secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça identificou, na quinta-feira (15), dez perfis no Instagram que divulgavam plataformas de apostas ilegais. As contas foram derrubadas. Desde o fim de setembro, 570 páginas nessa rede social já haviam sido bloqueadas.
A força-tarefa também retirou do ar 22 grupos no Telegram, que reuniam 21.452 usuários, além de 1.576 sites.
De acordo com o balanço mais recente do ministério, 24.783 sites, páginas, perfis e grupos foram retirados do ar por irregularidades relacionadas às apostas. As medidas atingiram um público estimado em 19,5 milhões de usuários, membros ou seguidores.
Proibição ainda depende de aprovação no Congresso
A medida provisória que estabelece a proibição das bets foi assinada pelo presidente da República e precisa ser aprovada dentro do prazo legal para continuar produzindo efeitos conforme as regras constitucionais aplicáveis às MPs. Enquanto isso, a medida está em vigor.
O governo mantém o monitoramento de plataformas e conteúdos de divulgação para tentar impedir que empresas sem autorização continuem alcançando apostadores brasileiros por meio de endereços internacionais e redes sociais.




