Amanda Partata recebeu pena de 6 anos e 2 meses de prisão por perseguição, extorsão e falsidade ideológica; ela segue presa aguardando julgamento por duplo homicídio
A advogada Amanda Partata Mortoza foi condenada pela Justiça de Goiás a 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de perseguição, extorsão e falsidade ideológica praticados contra o ex-namorado. A decisão foi proferida pelo juiz Luciano Borges da Silva. Amanda está presa desde dezembro de 2023 e ainda aguarda julgamento pela acusação de envenenar o ex-sogro e a mãe dele, em Goiânia.
Segundo a sentença, a condenação é resultado das investigações que apontaram uma série de atos de perseguição, ameaças e tentativas de obtenção de vantagem financeira contra o ex-companheiro após o término do relacionamento. O magistrado entendeu que ficou comprovado que a acusada não aceitou o fim do namoro e passou a praticar condutas que afetaram diretamente a vida pessoal, familiar e profissional da vítima.
Para o crime de extorsão, a pena foi fixada em 5 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, além de 61 dias-multa. Pelo crime de perseguição, a condenação foi de 7 meses de reclusão e 11 dias-multa. Já pela falsidade ideológica, a pena estabelecida foi de 3 meses e 15 dias de detenção. Somadas, as punições resultaram em 6 anos e 2 meses de prisão.
Na decisão, o juiz destacou que a perseguição ocorreu após o término do relacionamento e teria sido motivada por sentimentos de abandono, frustração, raiva e vingança. O magistrado reconheceu ainda a presença de motivação considerada torpe para a prática do crime.
Além da pena criminal, Amanda foi condenada ao pagamento de R$ 25 mil por danos morais ao ex-namorado. Segundo a sentença, a indenização é resultado dos transtornos emocionais, psicológicos e sociais causados à vítima ao longo do período em que teria sofrido ameaças, constrangimentos e perseguições.
Durante o processo, o ex-namorado relatou ter recebido diversas mensagens e ligações anônimas contendo ameaças direcionadas a ele, familiares e até à própria acusada. As investigações concluíram posteriormente que as comunicações teriam sido realizadas por Amanda.
O processo também apontou tentativas de extorsão relacionadas a uma falsa acusação de assédio atribuída ao ex-companheiro. Embora nenhum valor tenha sido pago, a Justiça entendeu que o crime foi consumado no momento em que a ameaça foi realizada com a intenção de obter vantagem financeira.
A defesa da advogada informou que irá recorrer da decisão. Em nota, o advogado Rodrigo Faucz afirmou que a sentença não reflete o conjunto probatório apresentado durante a instrução processual e que buscará a absolvição da cliente junto ao Tribunal de Justiça de Goiás.
Amanda Partata permanece presa preventivamente desde 20 de dezembro de 2023. Ela também responde a outro processo criminal em que é acusada de envenenar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e a mãe dele, Luzia Alves, de 86 anos.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás, as vítimas passaram mal após consumirem bolos de pote levados pela advogada. Laudos periciais apontaram a presença de substância tóxica nos alimentos. O órgão ministerial denunciou Amanda por duplo homicídio qualificado e por duas tentativas de homicídio contra outros familiares que teriam recebido os produtos, mas não chegaram a consumi-los.
De acordo com as investigações, a motivação dos crimes teria sido vingança relacionada ao fim do relacionamento com o filho de uma das vítimas. O processo referente às mortes ainda aguarda julgamento e não possui sentença definitiva.




