Abstenção vira desafio para estratégia de Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro
Presidente busca ampliar a participação dos eleitores no segundo turno, mas cenário das disputas estaduais pode dificultar mobilização em parte do país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como um dos focos para o segundo turno das eleições de 2026 a tentativa de reduzir a abstenção e ampliar a participação dos eleitores. A estratégia foi mencionada pelo próprio presidente após o resultado do primeiro turno, realizado no domingo (4/10).
A disputa pela Presidência será decidida entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%.
O desafio apontado para a estratégia de Lula está relacionado ao fato de que o segundo turno das eleições estaduais não ocorrerá em todos os estados. Com isso, em determinadas regiões, o eleitor poderá retornar às urnas tendo apenas a disputa presidencial como votação pendente.
A avaliação apresentada pela análise publicada pela VEJA é que esse cenário pode dificultar a mobilização de parte do eleitorado. A preocupação é que eleitores que já tenham definido as disputas locais tenham menor disposição para comparecer novamente às urnas.
A legislação eleitoral, porém, estabelece que o segundo turno é um novo pleito. Dessa forma, quem não votou no primeiro turno pode participar normalmente da segunda votação, desde que esteja apto a votar. O TSE destaca que cada turno é considerado de forma independente para fins de comparecimento.
O segundo turno presidencial está marcado para 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, no horário de Brasília, conforme o calendário oficial da Justiça Eleitoral.
A disputa, portanto, entra em uma nova etapa, na qual as campanhas deverão buscar os eleitores que não compareceram no primeiro turno e também aqueles que votaram em candidatos que ficaram fora da segunda rodada.
A questão da participação eleitoral passa a fazer parte das estratégias das duas campanhas nas semanas que antecedem a votação definitiva para a Presidência da República.




