HomeCidadesFlávio Bolsonaro desafia Marcola a abrir sigilos e promete fazer o mesmo

Flávio Bolsonaro desafia Marcola a abrir sigilos e promete fazer o mesmo

Durante ato de campanha em Guarulhos, candidato do PL aceitou o desafio de Lula sob a condição de que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, também abra seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

Flávio Bolsonaro condiciona abertura de sigilos à mesma medida por ex-assessor de Lula

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também autorize a divulgação de suas informações.

A declaração foi feita durante o último ato de campanha de Flávio no estado de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana da capital. O evento contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de aliados políticos, em uma mobilização para fortalecer a candidatura do senador na reta final das eleições.

Lula desafia Flávio a abrir os sigilos

O presidente Lula vem pressionando Flávio Bolsonaro a permitir a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico. O petista levantou publicamente o assunto no domingo (18), durante o debate presidencial promovido pela TV Band.

Na ocasião, Lula desafiou o adversário a autorizar a abertura dos sigilos dos dois candidatos, afirmando que a medida permitiria à população saber “quem é ladrão neste país”.

Em resposta, Flávio condicionou sua disposição a fazer o mesmo à iniciativa de Marcola, que ocupou o cargo de chefe de gabinete de Lula. Com isso, o candidato do PL vinculou a possibilidade de divulgar suas informações financeiras e telefônicas à adoção de uma medida semelhante pelo ex-integrante da equipe presidencial.

Campanha na reta final em São Paulo

Ao lado de Tarcísio de Freitas, Flávio participou de um encontro com políticos aliados em Guarulhos. A cidade, a maior do estado depois da capital paulista, é administrada pelo prefeito Lucas Sanches (PL).

O ato faz parte da estratégia da campanha para ampliar o apoio ao candidato na região metropolitana de São Paulo nos últimos dias antes da votação.

A discussão sobre a abertura dos sigilos passou a integrar o confronto político entre Lula e Flávio na reta final da disputa presidencial, com os dois lados trocando cobranças públicas sobre transparência e prestação de contas.

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