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Eleições: veja quais deputados conquistaram mandato impulsionados pelos puxadores de votos

Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato estão entre os candidatos que ajudaram a eleger colegas; PL concentra a maioria dos casos identificados no levantamento.

Puxadores de votos garantem vagas a 37 deputados nas eleições de 2026; veja quem foi eleito

As eleições de domingo (4) garantiram a eleição de 37 deputados federais, estaduais e distritais que se beneficiaram da votação expressiva de colegas de partido ou federação, conhecidos como puxadores de votos. O levantamento publicado pela CNN Brasil aponta que 17 deputados federais e 20 estaduais ou distritais conquistaram vagas nesse cenário.

O Partido Liberal (PL) concentrou a maior parte dos casos, contribuindo para a eleição de 14 deputados federais e 13 estaduais ou distritais por meio de candidatos com votação elevada.

Entre os principais nomes está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que recebeu mais de 3,1 milhões de votos. Segundo o levantamento, a votação do parlamentar ajudou a eleger oito colegas de partido para a Câmara dos Deputados.

Em São Paulo, Lucas Pavanato (PL) também teve votação expressiva, com aproximadamente 3 milhões de votos, e contribuiu para a eleição de outros três deputados federais. Já Erika Hilton (PSOL-SP), que recebeu cerca de 1,6 milhão de votos, ajudou a garantir a eleição de Sônia Guajajara (PSOL).

Como funciona o sistema de puxadores de votos?

Nas eleições proporcionais, utilizadas para escolher deputados federais, estaduais e distritais, as vagas são distribuídas de acordo com a votação dos partidos e federações, seguindo as regras do quociente eleitoral e da legislação eleitoral.

Isso significa que a quantidade de votos recebida por uma legenda ou federação influencia o número de cadeiras que ela pode conquistar. Assim, candidatos com votação expressiva podem contribuir para a eleição de outros integrantes da mesma lista, mesmo quando esses concorrentes recebem menos votos individualmente.

O mecanismo ajuda a explicar por que alguns candidatos conseguem uma vaga com votação inferior à de outros concorrentes que não foram eleitos.

Deputados federais eleitos com ajuda dos puxadores de votos

Confira os principais casos detalhados no levantamento da CNN Brasil.

  • Nikolas Ferreira (PL-MG): Fabinho Ramalho, Thiago Ganem, Delegada Ione, Rodrigo Tavares, Lincoln Portela, Subtenente Gonzaga, Junio Amaral e Sargento Mello-Casal.

  • Lucas Pavanato (PL-SP): Eduardo Cury, Wesley Cezar Lelinho e Gil Diniz.

  • Erika Hilton (PSOL-SP): Sônia Guajajara.

  • André Fernandes (PL-CE): Carmelo Neto.

  • Ana Elisa (PT-MG): Leonardo Monteiro.

  • Julia Zanatta (PL-SC): Daniel Freitas.

  • Maurício Marcon (PL-RS): Perondi.

  • Alceu Moreira (MDB-RS): Vilmar Zanchin.

  • Renato Bolsonaro (PL-SP): Gil Diniz.

Deputados estaduais e distritais eleitos com ajuda de puxadores

O levantamento também identificou nomes que conquistaram vagas nas assembleias legislativas estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal com a contribuição de candidatos mais votados.

  • Eduarda Campopiano (PL-SP): Capitão Mosart, Lisboa, Isaac Antunes, Fabiana Bolsonaro e Thiago Auricchio.

  • Bruno Engler (PL-MG): Samuel Caires, Marília Amaral e Pedro Luiz.

  • Eduardo Suplicy (PT-SP): João Paulo Rillo e Ana Perugini.

  • Ana Campagnolo (PL-SC): Chica do Eskudlark e Marcius Machado.

  • Cabo Bebeto (PL-AL): Leonardo Dias.

  • Índia Armelau (PL-RJ): Felipe Tropa.

  • Márcio Canella (União-RJ): Rafael Picciani.

  • Renata Souza (PSOL-RJ): Yuri Moura.

  • Dani Balbi (PCdoB-RJ): Raone Ferreira.

  • Guilherme Delaroli (PL-RJ): Felipe Tropa.

  • Pablo Almeida e Eduardo Azevedo (PL-MG): Pedro Luiz.

  • Gilson Machado Filho (Podemos-PE): Jeferson Timóteo.

  • Adri Cherini (PL-RS): Ali Klemt.

  • Rowenna (PT-BA): Euclides Fernandes.

Votação individual não é o único fator

Os resultados mostram como a distribuição de cadeiras nas eleições proporcionais depende não apenas da votação individual dos candidatos, mas também do desempenho conjunto dos partidos e das federações.

O sistema permite que uma legenda conquiste mais vagas quando reúne votos suficientes para alcançar os critérios eleitorais. A eleição de candidatos menos votados, portanto, não significa necessariamente irregularidade: trata-se de uma consequência das regras de distribuição de cadeiras, desde que cumpridos os requisitos legais.

Fonte: CNN Brasil, levantamento publicado em 10 de outubro de 2026.
Redação :Jaqueline Alves

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