Lula reformula comando da campanha e Camilo Santana assume coordenação-geral
Após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu promover mudanças no comando de sua campanha para o segundo turno e incorporou o senador Camilo Santana (PT-CE) à coordenação-geral da disputa.
A mudança foi confirmada por interlocutores do presidente. Até então, a coordenação-geral estava concentrada no presidente nacional do PT, Edinho Silva. Com a reformulação, a função passará a ser compartilhada com Camilo Santana, ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação.
Camilo já fazia parte da estrutura da campanha de Lula, mas durante o primeiro turno concentrou esforços na reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). Agora, o presidente quer que o senador dedique mais tempo à disputa nacional contra Flávio Bolsonaro (PL).
Na terça-feira (6), Camilo passou boa parte do dia reunido com Lula no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro ocorreu em meio a uma série de reuniões realizadas pelo presidente para reorganizar a estratégia da campanha para a segunda etapa da eleição.
Lula reforça campanha com aliados do Nordeste
Além da entrada de Camilo Santana na coordenação-geral, Lula pretende ampliar a participação de lideranças políticas que tiveram desempenho expressivo no primeiro turno, especialmente no Nordeste.
Os governadores reeleitos da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e do Piauí, Rafael Fonteles (PT), devem ganhar espaço na campanha. A expectativa é de que os dois também indiquem integrantes de suas equipes para auxiliar na estratégia eleitoral.
Outros dois aliados históricos de Lula, Rui Costa e Jaques Wagner, também devem participar mais diretamente da campanha. Os dois foram eleitos para o Senado pela Bahia no primeiro turno.
A reformulação ocorre depois de uma disputa apertada no primeiro turno. Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos, o equivalente a cerca de 56,1 milhões de votos.
Lula ficou em segundo lugar, com 45,16%, somando aproximadamente 53,8 milhões de votos.
Agora, os dois candidatos disputam o segundo turno da eleição presidencial, em uma campanha que deverá ser marcada por mudanças na estratégia, ampliação das alianças e busca por eleitores que ficaram fora das duas principais candidaturas na primeira etapa.




