HomePolíticaAbstenção é desafio para estratégia de Lula no segundo turno contra Flávio

Abstenção é desafio para estratégia de Lula no segundo turno contra Flávio

Lula aposta na redução da abstenção para ampliar a participação no segundo turno, mas apenas sete unidades da Federação terão também disputa para governador em 25 de outubro.

Abstenção vira desafio para estratégia de Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro

Presidente busca ampliar a participação dos eleitores no segundo turno, mas cenário das disputas estaduais pode dificultar mobilização em parte do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como um dos focos para o segundo turno das eleições de 2026 a tentativa de reduzir a abstenção e ampliar a participação dos eleitores. A estratégia foi mencionada pelo próprio presidente após o resultado do primeiro turno, realizado no domingo (4/10).

A disputa pela Presidência será decidida entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%.

O desafio apontado para a estratégia de Lula está relacionado ao fato de que o segundo turno das eleições estaduais não ocorrerá em todos os estados. Com isso, em determinadas regiões, o eleitor poderá retornar às urnas tendo apenas a disputa presidencial como votação pendente.

A avaliação apresentada pela análise publicada pela VEJA é que esse cenário pode dificultar a mobilização de parte do eleitorado. A preocupação é que eleitores que já tenham definido as disputas locais tenham menor disposição para comparecer novamente às urnas.

A legislação eleitoral, porém, estabelece que o segundo turno é um novo pleito. Dessa forma, quem não votou no primeiro turno pode participar normalmente da segunda votação, desde que esteja apto a votar. O TSE destaca que cada turno é considerado de forma independente para fins de comparecimento.

O segundo turno presidencial está marcado para 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, no horário de Brasília, conforme o calendário oficial da Justiça Eleitoral.

A disputa, portanto, entra em uma nova etapa, na qual as campanhas deverão buscar os eleitores que não compareceram no primeiro turno e também aqueles que votaram em candidatos que ficaram fora da segunda rodada.

A questão da participação eleitoral passa a fazer parte das estratégias das duas campanhas nas semanas que antecedem a votação definitiva para a Presidência da República.

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