HomeCidadesPolícia aponta suposto financiamento do PCC para campanha de Danilo Morgado (PL)

Polícia aponta suposto financiamento do PCC para campanha de Danilo Morgado (PL)

Candidato do PL é alvo da Operação Vectura Corrupta, que apura suspeitas de financiamento eleitoral e infiltração da facção no transporte público de São Paulo

Polícia prende candidato do PL em operação que investiga atuação do PCC na política de SP

O candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) foi preso na manhã desta quinta-feira (17), durante a Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A ação investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público paulista e possíveis articulações da facção com agentes públicos e políticos.

Segundo as investigações, Morgado teria recebido apoio e recursos ligados ao PCC durante a campanha para a Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, em 2024. O candidato, que atualmente disputa uma vaga de deputado estadual, já havia sido alvo de busca e apreensão na Operação Decúrio, realizada em agosto do ano passado.

Os investigadores afirmam ter identificado um “forte vínculo” entre Morgado e integrantes da organização criminosa. Diálogos extraídos de celulares apreendidos durante as apurações também mencionam a atuação de José Ronaldo Alves de Sales, ex-funcionário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que também foi preso nesta quinta-feira.

De acordo com o MPSP, as mensagens analisadas indicam possíveis articulações envolvendo advogados, empresários e pessoas ligadas ao meio político. A investigação apura ainda se integrantes da facção teriam participado da definição de aportes financeiros e da obtenção de apoio político para candidatos.

Operação mira 16 alvos

A Operação Vectura Corrupta busca cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Entre os alvos está o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil). Até a última atualização, nove pessoas haviam sido presas.

Também estão entre os presos Júlio Salvador Filho, Claudionor Aparecido Sabino Tomaz, Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, Carla de Paula Muller, Edivania Arruda Botelho Alves, André Cassali, José Ronaldo Alves de Sales, Edson Antonio de Souza e Danilo Morgado.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil e pelo MPSP e tem como foco principal a suspeita de infiltração do PCC no transporte coletivo e em estruturas do poder público de São Paulo.

Defesa diz que prisão é perseguição

A assessoria de Danilo Morgado confirmou a prisão e contestou as acusações. Em nota, a defesa afirmou que o político estaria sendo vítima de “perseguição” e relacionou a prisão a denúncias feitas anteriormente por Morgado sobre supostas irregularidades envolvendo a Prefeitura de Praia Grande.

A defesa também questionou o momento da prisão, realizada durante o período eleitoral, e afirmou que considera a medida irregular. Os argumentos são contestados pelas circunstâncias e acusações apresentadas na investigação, que ainda serão submetidas à análise judicial.

Até o momento, as informações divulgadas pelas autoridades representam suspeitas e elementos de investigação, e não uma condenação definitiva de Danilo Morgado.

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