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Coronel da Polícia Militar é preso por suposta ligação com empresa de ônibus investigada por conexão com o PCC

Coronel da PM é detido em investigação sobre segurança de empresa de ônibus ligada ao PCC

Tenente-coronel da PM é preso suspeito de atuar na segurança de empresa ligada ao PCC

José Henrique Martins Flores foi detido preventivamente após denúncia do Ministério Público apontar suposto envolvimento em esquema de segurança privada para diretores da Transwolff

O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, José Henrique Martins Flores, foi preso preventivamente no sábado (29) sob suspeita de envolvimento com uma organização que fazia a segurança privada de diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por suposta lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão foi confirmada nesta segunda-feira (31) pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

A denúncia contra Flores e outros três policiais militares foi apresentada em 26 de agosto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Os outros três policiais citados na investigação são o capitão Alexandre Paulino Vieira, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário e o sargento reformado Nereu Aparecido Alves. Eles estão presos desde 4 de fevereiro, quando a Corregedoria da Polícia Militar deflagrou a Operação Kratos.

Após a prisão, Flores foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.

Segundo a SSP, o policial é investigado por suspeita de envolvimento com uma organização criminosa. O caso permanece sob acompanhamento dos órgãos responsáveis pela investigação.

Suspeita de uso de empresa para ocultar dinheiro

De acordo com os promotores responsáveis pelo caso, Flores teria utilizado, em 2013, os nomes da mãe e do padrasto de um dos policiais investigados para abrir uma empresa de segurança.

A suspeita é de que a empresa tenha sido utilizada para dar aparência de legalidade a recursos obtidos com serviços de escolta e segurança prestados a gestores da Transwolff.

Embora os familiares do policial aparecessem formalmente como proprietários da empresa, o Ministério Público aponta que eles não seriam responsáveis pela administração do negócio. Conforme a investigação, a gestão estaria, na prática, sob responsabilidade do tenente-coronel.

Ainda segundo a apuração, os supostos proprietários moravam no interior de São Paulo, a mais de 500 quilômetros da sede da empresa.

Investigação continua

A prisão preventiva faz parte das investigações sobre a atuação de policiais e possíveis relações entre empresas de segurança e integrantes do crime organizado.

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e os investigados têm direito à defesa e à presunção de inocência.

Até o momento, não foram localizadas manifestações das defesas dos policiais citados. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.

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