HomeCidadesEleições 2026: confira os favoritos dos partidos para deputado federal em Goiás

Eleições 2026: confira os favoritos dos partidos para deputado federal em Goiás

Partidos apostam em nomes fortes para conquistar cadeiras na Câmara por Goiás

Disputa acirrada: veja os nomes que despontam como favoritos a deputado federal em Goiás

Com 17 vagas em jogo e 254 candidaturas consideradas aptas, partidos apostam em nomes com mandato, experiência política e forte presença regional para conquistar cadeiras na Câmara

A corrida pelas 17 cadeiras de deputado federal destinadas a Goiás promete ser uma das disputas mais acirradas das eleições de 2026. Ao todo, 254 candidatos foram considerados aptos pela Justiça Eleitoral, e os partidos e federações trabalham para formar chapas competitivas capazes de garantir representação na Câmara dos Deputados.

Entre os nomes que aparecem em posição de destaque estão parlamentares que buscam a reeleição, ex-deputados, lideranças regionais e candidatos que construíram bases eleitorais em diferentes regiões do Estado. A força política nos municípios, a atuação parlamentar, a presença em segmentos específicos e a capacidade de mobilização são apontadas como fatores importantes para o desempenho nas urnas.

A eleição proporcional, no entanto, possui uma dinâmica diferente da disputa para cargos majoritários. A votação individual é importante, mas o desempenho dos partidos e das federações também influencia diretamente a distribuição das cadeiras. Por isso, o cenário pode sofrer alterações durante a campanha.

PSD aposta em nomes com atuação regional

No PSD, o deputado federal Ismael Alexandrino, candidato à reeleição, atribui sua força eleitoral à atuação construída principalmente na área da saúde. Antes de chegar à Câmara, ele comandou a Secretaria de Saúde de Goiás entre 2019 e 2022, período marcado pela pandemia de Covid-19.

O parlamentar afirma que ampliou sua estrutura política e atualmente mantém atuação em diferentes regiões do Estado. Segundo ele, recursos foram destinados a mais de 160 municípios, enquanto sua base reúne lideranças de aproximadamente 120 a 140 cidades.

Outro nome do PSD em evidência é Lucas do Vale, deputado estadual que pretende chegar à Câmara Federal. Médico e produtor rural, ele destaca a atuação construída no Sudoeste goiano e afirma trabalhar para ampliar sua presença para mais de 150 municípios.

O presidente estadual do PSD, Vilmar Rocha, avalia que o partido tem condições de eleger dois deputados federais e pode chegar a três cadeiras caso alguns candidatos alcancem votações elevadas. Entre os nomes citados por ele estão os atuais deputados da legenda, Lucas do Vale e Fátima Gavioli.

MDB quer ampliar bancada

O MDB também aposta em uma chapa competitiva. Entre os principais nomes estão a deputada federal Flávia Morais, o deputado Célio Silveira e o ex-deputado federal e vereador de Goiânia Lucas Vergílio.

O presidente estadual da legenda, Haroldo Naves, avalia que Flávia Morais tem condições de figurar entre as candidatas mais votadas de Goiás. Para ele, a experiência de quem já exerceu mandato e conseguiu viabilizar recursos para municípios é um dos fatores que aumentam a competitividade.

O partido trabalha com a possibilidade de eleger entre três e cinco deputados federais, dependendo do desempenho da chapa.

Célio Silveira, que busca o quarto mandato na Câmara, afirma ter destinado mais de R$ 580 milhões em recursos aos municípios durante seus três primeiros mandatos. O parlamentar diz acreditar que o MDB pode eleger pelo menos três deputados e chegar a quatro cadeiras em um cenário mais favorável.

Subtenente Sérgio tenta representar a segurança pública

Entre os nomes que podem surpreender está o subtenente Sérgio, ligado à área da segurança pública e ex-presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos de Goiás (Assego).

Sem experiência anterior em cargos eletivos, ele aposta na mobilização de policiais militares, bombeiros, policiais penais, policiais civis e outros servidores da segurança pública.

O candidato afirma que o segmento militar possui uma expressiva densidade eleitoral em Goiás e defende a construção de uma candidatura capaz de reunir diferentes entidades e lideranças.

União Progressista reúne nomes experientes

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, reúne candidatos com forte presença política no Estado.

Entre os nomes citados estão o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, a deputada federal Silvye Alves, o deputado Adriano do Baldy, o ex-deputado Delegado Waldir e José Nelto.

Adriano do Baldy afirma possuir atuação em mais de 100 municípios e contar com o apoio direto de aproximadamente 38 a 40 prefeitos. O parlamentar atribui sua competitividade à experiência acumulada durante seus mandatos e à articulação política construída nas eleições municipais de 2024.

Delegado Waldir, que já exerceu três mandatos de deputado federal e teve votação superior a 500 mil votos na disputa pelo Senado, também aparece entre os nomes competitivos.

Já José Nelto destaca a atuação na articulação de obras e investimentos. Segundo ele, atualmente são 56 prefeituras representadas diretamente por seu mandato e presença em quase 90 municípios goianos.

PL aposta na força do bolsonarismo

O PL também aparece com nomes competitivos para a disputa. Entre eles estão Fred Rodrigues e Major Vitor Hugo, além da deputada federal Magda Mofatto, que busca a reeleição.

Fred Rodrigues afirma não considerar o favoritismo como garantia de vitória e destaca a necessidade de manter o trabalho durante toda a campanha. Ele aposta na força do eleitorado de direita e na identificação com o bolsonarismo.

A expectativa do candidato é que o PL consiga repetir o desempenho anterior, quando elegeu quatro deputados federais por Goiás, e busque uma quinta cadeira. A candidatura de Wilder Morais ao governo estadual e o apoio de lideranças nacionais do partido são apontados como fatores que podem contribuir para o desempenho da legenda.

Major Vitor Hugo, por sua vez, destaca a experiência como deputado federal e líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara. Ele também cita sua passagem pelo Exército, a disputa pelo governo de Goiás em 2022 e a destinação de aproximadamente R$ 400 milhões em emendas para municípios goianos.

Segundo ele, o PL trabalha com projeções de eleger três ou quatro deputados federais no Estado.

Republicanos projeta duas cadeiras

O Republicanos pretende entrar forte na disputa com uma chapa considerada competitiva pelo presidente estadual da legenda, Roberto Naves.

Entre os nomes destacados estão Lêda Borges, Marussa Boldrin e Ricardo Quirino, além de Paulo da Farmácia e Lili Lima.

Ricardo Quirino é apontado como um nome forte no Entorno do Distrito Federal e junto ao segmento religioso. Paulo da Farmácia conta com a experiência de vereador de Goiânia, enquanto Lili Lima carrega a tradição política da família e atua como médica.

O Republicanos trabalha com a expectativa de superar 300 mil votos e, com esse desempenho, conquistar duas cadeiras na Câmara dos Deputados.

PRD e Solidariedade buscam espaço

Na Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, nomes como Denes Pereira e Lucas Calil aparecem entre os principais candidatos.

Denes Pereira afirma possuir base eleitoral em mais de 100 municípios e destaca uma estrutura formada por prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados.

Lucas Calil, deputado estadual e candidato à Câmara Federal, aposta na experiência acumulada durante três mandatos na Assembleia Legislativa de Goiás. Ele afirma ter cerca de 70 leis aprovadas e destaca sua atuação parlamentar como principal credencial para a disputa.

A federação trabalha com a possibilidade de conquistar duas cadeiras.

PT mira duas ou três vagas

No PT, a deputada federal Adriana Accorsi aparece entre os nomes mais lembrados para a disputa. Presidente estadual da legenda e candidata à reeleição, ela atribui sua presença nas pesquisas à trajetória na segurança pública e no Legislativo.

Adriana foi delegada da Polícia Civil e chegou a comandar a Delegacia-Geral. Na Câmara dos Deputados, destaca projetos e ações voltados para direitos das mulheres, crianças e adolescentes, segurança pública e agricultura familiar.

A deputada avalia que o PT tem condições de eleger pelo menos dois deputados federais e buscar uma terceira cadeira. Entre os nomes competitivos do partido, ela cita Rubens Otoni e Edward Madureira.

Edward Madureira, ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) por três mandatos e atual vereador de Goiânia, também aparece entre os candidatos competitivos.

Ele destaca a experiência administrativa à frente da universidade e as votações obtidas em eleições anteriores para deputado federal. Para Madureira, a proximidade política com o presidente Lula pode ajudar o PT a transformar a intenção de voto no presidente em votos para os candidatos da legenda.

PSDB aposta em experiência e agronegócio

O PSDB tem entre seus principais nomes Adair Henriques da Silva, conhecido como Vovô do Jeep, e o deputado Professor Alcides.

Ex-prefeito de Bom Jesus de Goiás e produtor rural, Adair pretende fazer do agronegócio sua principal bandeira caso seja eleito para a Câmara. Ele também cita saúde, educação e segurança entre as áreas que pretende defender.

Professor Alcides, que busca a reeleição, atribui sua força eleitoral à atuação parlamentar e à presença nos municípios. Segundo ele, cerca de 25 prefeitos apoiam sua candidatura, além de vereadores e outras lideranças.

O deputado afirma que o PSDB trabalha para eleger até cinco parlamentares.

Aava Santiago aparece como principal aposta do PSB

No PSB, a vereadora de Goiânia e presidente estadual da legenda, Aava Santiago, aparece entre os nomes competitivos.

Ela destaca que sua projeção eleitoral foi construída sem ocupar mandato de deputada federal ou contar com uma estrutura baseada em emendas parlamentares.

Aava afirma possuir contatos e apoios organizados em 108 municípios e vereadores aliados em mais de 50 cidades. A legenda terá 18 candidatos e trabalha com a expectativa de conquistar duas cadeiras na Câmara.

O que pode definir a eleição

Para o cientista político e estrategista Marcos Marinho, três fatores ajudam a explicar o favoritismo nas eleições proporcionais: presença, legitimidade e capacidade de mobilização.

Segundo ele, candidatos que já possuem mandato geralmente começam a disputa em vantagem, principalmente quando utilizaram o período parlamentar para percorrer o Estado, manter contato com lideranças e ampliar suas bases.

Mas o mandato, sozinho, não garante uma vaga. O candidato também precisa ser reconhecido pelas bandeiras que defende e transformar sua visibilidade em mobilização eleitoral.

Outro ponto destacado pelo especialista é o uso das emendas parlamentares. Para ele, não basta destinar recursos: é necessário acompanhar a aplicação, garantir que eles resultem em benefícios concretos e mostrar à população os resultados obtidos.

Cenário ainda pode mudar

Com 17 cadeiras em disputa e centenas de candidatos, o cenário eleitoral em Goiás ainda está longe de ser definido. A composição das chapas, as alianças municipais, o desempenho dos candidatos majoritários e a capacidade de cada legenda de concentrar votos podem alterar as projeções ao longo da campanha.

Por isso, embora diversos nomes já apareçam como favoritos, a eleição para deputado federal depende de uma combinação entre votação individual, força das legendas, estrutura política e capacidade de mobilização.

A disputa promete ser intensa até o dia da votação, quando os eleitores goianos definirão os representantes que ocuparão as 17 cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados.

MAIS NOTICIAS

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

spot_img
spot_img
spot_img

Veja também