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TSE muda relator de processo do PL sobre suposta rede de ataques do PT

Ação questiona suposto uso de recursos do Fundo Partidário em ações contra Flávio Bolsonaro; decisão liminar de André Mendonça continua válida enquanto novo relator será definido

TSE decide redistribuir ação do PL que acusa PT de financiar suposta rede de ataques contra Flávio Bolsonaro

Processo questiona uso de recursos do Fundo Partidário em ações que, segundo o PL, teriam como objetivo disseminar conteúdos ofensivos e desinformativos contra o candidato

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu redistribuir o processo apresentado pelo Partido Liberal (PL) que acusa o PT de supostamente utilizar recursos do Fundo Partidário para financiar eventos e ações de mobilização destinadas à divulgação de conteúdos considerados “desinformativos e ofensivos” contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Inicialmente, o processo ficou sob a relatoria do ministro André Mendonça. Em uma decisão liminar tomada em 8 de julho, ele determinou que fossem apresentados documentos, gravações e outras provas relacionadas ao 8º Congresso Nacional do PT e ao projeto Porta Vozes de Lula.

Processo terá nova distribuição

O caso foi analisado pelo TSE em julgamento virtual encerrado na sexta-feira (14). O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva apresentou entendimento diferente do relator e defendeu que o processo fosse distribuído entre os sete ministros da Corte.

Segundo Cueva, o próprio PL solicitou que as informações obtidas durante o processo fossem relacionadas à prestação de contas partidária do PT.

Com isso, o ministro entendeu que a ação não deveria ficar restrita aos três ministros responsáveis por processos relacionados à propaganda eleitoral — Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha.

O entendimento de Cueva foi acompanhado por Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques, Antonio Carlos Ferreira e Nunes Marques.

Mendonça votou pela manutenção de sua decisão liminar de 8 de julho e foi acompanhado pelo ministro Dias Toffoli.

Apesar da redistribuição, a decisão liminar de Mendonça permanece válida e deverá ser analisada pelo novo relator após a definição da distribuição do processo.

O que diz a denúncia do PL

Na representação apresentada ao TSE, o PL afirma que o PT teria utilizado dinheiro público para financiar uma estrutura destinada a promover ataques contra Flávio Bolsonaro, adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral.

O primeiro episódio citado pelo partido ocorreu durante o 8º Congresso Nacional do PT, realizado entre 24 e 26 de abril de 2026.

Segundo o PL, durante o evento teria sido apresentada uma estratégia de comunicação digital voltada à imagem de Flávio Bolsonaro, incluindo vídeos, infográficos, slogans, pesquisas qualitativas e peças audiovisuais.

O partido afirma que os materiais associariam o candidato a temas como corrupção, criminalidade, “rachadinhas”, milícias e Banco Master.

Projeto Porta Vozes de Lula

O segundo episódio mencionado na ação é o lançamento do projeto “Porta Vozes de Lula”, realizado em 9 de junho de 2026.

De acordo com a representação, a iniciativa teria apresentado técnicas de atuação nas redes sociais, mobilização de apoiadores e mecanismos de “gamificação”, com missões, pontuação, ranqueamento e possíveis benefícios aos participantes.

O PL sustenta que os episódios poderiam representar uso irregular de recursos do Fundo Partidário para organização, treinamento, produção e divulgação de propaganda negativa.

Até o momento, trata-se de uma acusação apresentada pelo PL, que deverá ser analisada pela Justiça Eleitoral no decorrer do processo.

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