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Bomba da Segunda Guerra Mundial é descoberta e destruída em operação na Eslováquia

Artefato foi encontrado com o baixo nível das águas do Danúbio e destruído por especialistas em uma operação de segurança; seca é agravada por onda de calor na Europa

Seca no Rio Danúbio revela bomba da Segunda Guerra Mundial na Eslováquia; artefato é detonado

Mina foi localizada durante período de nível recorde de baixa das águas; esquadrão antibombas realizou uma explosão controlada após retirar o artefato do rio

Imagens divulgadas pela polícia da Eslováquia no domingo (16) mostram o momento em que agentes e especialistas do esquadrão antibombas realizaram a detonação controlada de uma mina da Segunda Guerra Mundial encontrada no Rio Danúbio.

O artefato foi localizado durante um período de forte estiagem, que provocou uma redução histórica no nível das águas do rio. Com a descoberta, equipes especializadas foram acionadas para retirar a mina com segurança.

Nas imagens, policiais e integrantes do esquadrão antibombas aparecem se aproximando cuidadosamente do artefato, que estava parcialmente exposto na água. Em seguida, a mina foi removida e transportada para um local seguro em terra firme.

Depois de posicionar o artefato no solo e cobri-lo com areia, os especialistas realizaram a explosão controlada.

Seca expõe vestígios da guerra

A descoberta ocorre em meio a uma forte onda de calor que atinge diversas regiões da Europa. As altas temperaturas contribuíram para uma seca severa, reduzindo o nível de importantes rios do continente, entre eles o Danúbio.

A baixa das águas tem revelado objetos e estruturas que permaneceram submersos por décadas, incluindo artefatos relacionados aos conflitos do século 20.

A presença de munições e bombas antigas representa risco para moradores e equipes que trabalham nas áreas afetadas. Por isso, qualquer objeto suspeito encontrado deve ser isolado e avaliado por especialistas.

Europa enfrenta calor extremo

Os primeiros meses do verão europeu de 2026 foram marcados por temperaturas excepcionalmente elevadas. Dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus apontaram que junho e julho registraram a maior média de temperatura já observada no oeste da Europa.

A temperatura média no período chegou a 21,62°C, cerca de 2,79°C acima da média histórica e superior ao recorde anterior, registrado em 2022.

O calor também provocou incêndios florestais, agravou a seca e pressionou rios e reservatórios em diferentes países.

O Copernicus informou ainda que julho foi o mês mais quente já registrado nos oceanos não polares do mundo, com temperaturas recordes observadas em áreas do Atlântico e do Mediterrâneo Ocidental.

A sequência de eventos extremos reforça os impactos das mudanças climáticas sobre a Europa, continente que, segundo especialistas, vem registrando um ritmo de aquecimento superior ao de outras regiões do planeta.

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