Píton-birmanesa é encontrada escondida em galpão e raio-X revela sua última refeição
Cobra de 2,5 metros foi localizada em uma casa nos Estados Unidos após moradora perceber o animal no quintal; exame mostrou que ela havia engolido um gambá
Uma píton-birmanesa de aproximadamente 2,5 metros foi encontrada escondida sob o piso de um galpão de uma residência em Freehold, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. O animal foi localizado depois que a moradora Leslie Daley percebeu a cobra passando pelo quintal enquanto regava as flores.
A serpente entrou por uma abertura e se abrigou embaixo do piso do galpão. Diante da situação, Leslie e o marido acionaram a Sociedade Protetora dos Animais (SPCA) do condado de Monmouth, que enviou uma equipe especializada para realizar o resgate.
Cobra estava com a barriga inchada
Para alcançar o animal, os especialistas precisaram remover algumas tábuas do piso do galpão. Durante o procedimento, os agentes perceberam que a píton estava com a barriga bastante inchada, indicando que havia se alimentado recentemente.
A cobra foi retirada cuidadosamente do esconderijo e encaminhada para avaliação veterinária.
O exame de raio-X revelou o conteúdo da última refeição do animal: um grande gambá.
Após o atendimento, a píton foi colocada em um recinto seguro e passou a ser acompanhada por um especialista com experiência no manejo de serpentes. As autoridades agora procuram um local adequado para abrigar definitivamente o animal.
Espécie não é nativa de Nova Jersey
A presença da píton-birmanesa chamou a atenção das autoridades porque a espécie não é nativa de Nova Jersey.
A SPCA aproveitou o episódio para alertar sobre os riscos relacionados à criação de animais exóticos sem as condições adequadas e, principalmente, ao abandono desses animais na natureza.
A entidade destacou que animais exóticos soltos podem causar impactos à fauna local, a animais domésticos e ao próprio animal abandonado.
“Animais de estimação exóticos não pertencem à natureza”, afirmou a organização em uma publicação nas redes sociais.
O caso também reforça a orientação para que pessoas que mantêm espécies exóticas procurem instituições especializadas caso não tenham mais condições de cuidar dos animais, evitando que sejam abandonados ou soltos no meio ambiente.




