Ligação com ameaça antes de chacina em Goiatuba ajuda polícia a investigar triplo homicídio
O suspeito de matar Jaine Chaves, de 29 anos, durante uma chacina registrada na última terça-feira (28), em Goiatuba, no Sul de Goiás, teria ligado para a mãe e a irmã da vítima momentos antes do crime. Segundo informações da investigação, Leonardo Sena, de 43 anos, utilizou o celular de Jaine para fazer as chamadas e teria feito ameaças antes do ataque.
Durante a ligação, o suspeito teria afirmado: “Ela vai morrer hoje. Pode se preparar para o velório”. Ainda conforme os relatos apresentados à polícia, Leonardo também teria dito que já havia matado outras duas pessoas e que, depois, tiraria a própria vida.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Ganga, Jaine mantinha um relacionamento com o suspeito. O caso é investigado como feminicídio, sendo apontado como o 45º registrado em Goiás neste ano.
A investigação também apura os momentos que antecederam a morte da vítima. Durante a chamada, Jaine teria conseguido conversar com a mãe e, em meio ao desespero, teria pedido ajuda. Segundo o relato, ela disse: “Mãe, me perdoa, eu te amo” e, logo depois, pediu socorro: “Socorro, me acode, me ajuda”. A ligação foi encerrada em seguida.
Para a Polícia Civil, o telefonema pode ser uma peça importante para reconstruir a dinâmica do crime e esclarecer o que aconteceu entre a chamada e o ataque que terminou na morte de três pessoas.
Chacina deixou três mortos em propriedade rural
Segundo as informações apuradas pelas autoridades, Leonardo teria encontrado Jaine em uma propriedade rural acompanhada de dois amigos. Também foram mortos durante o ataque Beatriz Soares Souza, de 27 anos, e Natan Campos, de 35.
Os corpos foram encontrados em diferentes pontos do imóvel. Uma das vítimas estava dentro da residência, outra foi localizada em outra área da propriedade, enquanto Jaine foi encontrada dentro de um veículo que teria sido conduzido pelo suspeito.
Após o crime, Leonardo foi localizado ferido por um disparo de arma de fogo no peito. O projétil atravessou o corpo e saiu pelas costas. Ele recebeu atendimento médico no Hospital Municipal de Goiatuba e, posteriormente, foi transferido sob escolta policial para o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.
O suspeito passou por cirurgia e permanece internado sob custódia policial. A Polícia Civil segue investigando a motivação e a sequência dos acontecimentos que resultaram no triplo homicídio.




