HomeCidadesResidência do caso Matsunaga entra no mercado e chama atenção pelo valor

Residência do caso Matsunaga entra no mercado e chama atenção pelo valor

Imóvel de alto padrão na Vila Leopoldina, em São Paulo, permaneceu fechado por anos após o crime que marcou o país e agora está à venda por R$ 2,8 milhões

Cobertura ligada ao caso Elize Matsunaga é colocada à venda por R$ 2,8 milhões em São Paulo

A cobertura onde ocorreu um dos crimes mais conhecidos da história policial brasileira voltou a chamar atenção após ser colocada à venda por R$ 2,8 milhões. O imóvel, localizado na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, foi o cenário da morte do empresário Marcos Matsunaga, assassinato que ganhou repercussão nacional em 2012.

Com características de alto padrão, a cobertura triplex ocupa quatro pavimentos de um edifício construído na década de 1990. O imóvel conta com cinco suítes, piscina privativa, sauna seca com sala de descanso, adega climatizada, quatro vagas de garagem, dois depósitos no subsolo e uma ampla vista panorâmica da capital paulista.

Entre os detalhes curiosos da residência está um espaço especialmente preparado para abrigar a jiboia de estimação do casal, chamada Gigi. O local possuía estrutura adaptada com banheira, tampa de vidro e elementos que simulavam um ambiente natural para o animal.

Foi nesse apartamento que Marcos Matsunaga foi morto. Posteriormente, Elize Matsunaga confessou o assassinato e o esquartejamento do empresário, caso que teve ampla cobertura da imprensa e mobilizou a opinião pública em todo o país.

Após a prisão de Elize, a administração dos bens de Marcos passou para seus familiares, incluindo a cobertura. Apesar do alto valor de mercado, o imóvel permaneceu fechado e sem moradores durante anos. Segundo informações divulgadas sobre o caso, a família optou por não vender nem alugar a propriedade logo após o crime, mantendo apenas os custos de conservação e manutenção.

A repercussão do assassinato também provocou mudanças no condomínio. Na época, a administração decidiu retirar o nome do edifício da fachada, deixando apenas a numeração do endereço, em uma tentativa de reduzir a presença constante de curiosos e preservar a privacidade dos moradores.

Desde que deixou a prisão em 2022, após obter liberdade condicional, Elize Matsunaga não voltou ao imóvel. Atualmente, ela vive de forma discreta no interior de São Paulo e não possui ligação com a cobertura colocada à venda.

O interesse pelo caso voltou a crescer recentemente após o lançamento de uma nova produção audiovisual inspirada na história. A obra relembra a rotina do casal antes do crime e apresenta detalhes do apartamento que se tornou um dos cenários mais conhecidos da crônica policial brasileira.

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