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PF afirma que não pediu buscas em endereços de Edir Macedo por ele residir no exterior

A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para investigar um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Digimais, instituição financeira ligada ao bispo Edir Macedo. A investigação é baseada em relatórios do Banco Central que apontam indícios de manipulação de demonstrações contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição.

Segundo a Polícia Federal, as apurações indicam que administradores do banco teriam utilizado mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável aos órgãos reguladores e ao mercado, permitindo a realização de operações consideradas irregulares. Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas pela legislação.

O que é o Banco Digimais

O Digimais é uma instituição financeira que atua no mercado brasileiro oferecendo serviços bancários digitais, crédito, investimentos e outras soluções financeiras. O banco integra um grupo empresarial ligado a Edir Macedo, conhecido por ser fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário do Grupo Record.

Edir Macedo está envolvido?

Até o momento, não há acusação formal nem denúncia apresentada contra Edir Macedo. Embora o banco seja ligado ao empresário e líder religioso, a investigação da Polícia Federal concentra-se na gestão da instituição e em possíveis irregularidades financeiras.

A própria Polícia Federal esclareceu que não solicitou mandado de busca e apreensão em endereços de Edir Macedo porque ele reside no exterior. A informação foi apresentada durante a operação e faz parte da justificativa processual para o cumprimento das medidas autorizadas pela Justiça Federal.

Operação Miragem

A Justiça Federal autorizou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, além da quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados e do bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. As medidas têm como objetivo preservar patrimônio e reunir provas para o andamento da investigação.

Em nota divulgada à imprensa, o Banco Digimais informou que permanece à disposição das autoridades e afirmou que colaborará com as investigações, prestando todos os esclarecimentos necessários.

Investigação continua

A operação ainda está em fase inicial, e a Polícia Federal segue analisando documentos, registros contábeis e movimentações financeiras. Até o momento, não houve decisão judicial que reconheça a prática dos crimes investigados, e os envolvidos têm direito ao contraditório e à ampla defesa durante todo o processo.

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