sábado, março 7, 2026
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Zambelli acusa Moraes de perseguição e defende mandato

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) prestou depoimento por videoconferência à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta terça-feira (24), dentro do processo que pode levar à cassação de seu mandato. Atualmente presa na Itália, a parlamentar utilizou sua fala para afirmar que é alvo de perseguição política do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem chegou a chamar de “bandido”.

Segundo Zambelli, a perseguição teria ficado evidente em medidas judiciais que a obrigaram a retirar conteúdos da internet e pedir desculpas publicamente. Ela citou como exemplo a remoção de uma entrevista ao programa Pânico, na qual mencionava Moraes como advogado de uma cooperativa de vans investigada por ligações com o PCC.

A deputada também alegou que não participou da redação da falsa ordem de prisão contra o ministro, atribuída a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Zambelli disse que só tomou conhecimento do episódio após os fatos e negou ter tido proximidade com o hacker Walter Delgatti Neto, apontado como autor do ataque.

“Ele nunca ficou no meu apartamento funcional, como disseram. Tive pouco contato com Delgatti e não tive participação nos atos que estão me imputando”, declarou.

Zambelli ainda afirmou que as ações judiciais atingiram não apenas sua vida pessoal, mas também a de sua família. Segundo ela, houve bloqueio de contas, salários e até redes sociais de parentes próximos. “Ele chegou ao ponto de querer atingir toda a minha família”, disse, em referência a Moraes.

Com o depoimento de Zambelli, a fase de instrução do processo de cassação na CCJ está concluída. O relator do caso, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), terá cinco sessões para apresentar seu parecer. A decisão final, no entanto, caberá ao plenário da Câmara. Para que o mandato seja cassado, são necessários ao menos 257 votos favoráveis.

Nos bastidores, parlamentares discutem se haverá votos suficientes para manter Zambelli no cargo, já que ela segue presa fora do Brasil. A situação abre questionamentos sobre sua capacidade de exercer o mandato em meio às acusações de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

Redação

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