quinta-feira , 3 abril 2025

Violência e Escândalo: Polícia Civil de Edéia prende parlamentar acusado de agredir ex-companheira

A violência contra a mulher chocou mais uma vez a cidade de Edéia, no interior de Goiás. Na tarde de hoje (20), um vereador foi preso em flagrante após agredir brutalmente sua ex-companheira, que chegou à Delegacia de Polícia com um ferimento na testa, sangrando e em estado de choque. O caso revoltou a população e gerou grande repercussão nos bastidores políticos.

Segundo informações da Polícia Civil, a vítima estava conversando com o agressor sobre a separação, quando foi surpreendida com um molho de chaves arremessado em seu rosto, causando a grave lesão. Além da agressão física, o vereador teria ainda ofendido e xingado a ex-companheira.

Flagrante na delegacia e tentativa de intimidação

O vereador, demonstrando total desrespeito às autoridades e à vítima, foi até a delegacia tentar impedir que a denúncia fosse registrada. No entanto, os policiais agiram imediatamente e deram voz de prisão ao agressor, que agora está detido na Unidade Prisional de Edéia, onde aguardará decisão da Justiça.

Ele responderá pelos crimes de lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha (Art. 129, § 9º) e injúria (Art. 140 do Código Penal Brasileiro), podendo pegar de dois a cinco anos de prisão.

A ação faz parte da OPERAÇÃO MULHER + SEGURA, uma campanha da Polícia Civil para combater a violência doméstica.

Câmara Municipal pode abrir processo por quebra de decoro

O escândalo se espalhou rapidamente pela cidade e pode ter desdobramentos no cenário político local. Nos bastidores da Câmara Municipal de Edéia, cresce a pressão para que um processo de quebra de decoro parlamentar seja instaurado contra o vereador acusado.

O presidente da Câmara, Soldado Luiz Humberto, já foi informado sobre o caso e pode colocar o tema em pauta nos próximos dias. Caso a denúncia avance, o parlamentar poderá perder o mandato.

“Cidade comandada por uma mulher e com duas vereadoras na Câmara”

O caso chama ainda mais atenção pelo fato de Edéia ser governada por uma mulher e ter quatro vereadoras entre seus representantes no legislativo. Mesmo assim, a violência contra a mulher persiste, escancarando a impunidade e a necessidade de medidas mais rígidas contra agressores.

Revolta nas redes sociais

A população não perdoou e já pede a cassação imediata do vereador. “Um homem que agride uma mulher não pode representar o povo”, escreveu um internauta. Outro foi mais incisivo: “Lugar de agressor é na cadeia, e não no plenário”.

A repercussão negativa do caso coloca a Câmara em uma situação delicada. Agora, cabe aos vereadores decidirem se irão blindar o colega ou agir em defesa das mulheres.

O caso segue em investigação, e a expectativa é que novas revelações possam surgir nos próximos dias.

Redação

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