sexta-feira , 4 abril 2025

Vereadora de Nerópolis é presa em operação que investiga desvio de verba da saúde

Polícia Civil e Ministério Público deflagram ação contra esquema de corrupção no município

Nerópolis, GO – Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) resultou, na manhã desta terça-feira (29), na prisão de uma vereadora do município de Nerópolis. A parlamentar, cujo nome ainda não foi oficialmente divulgado, é suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de verbas da saúde.

De acordo com as investigações, que já duram meses, a vereadora estaria ligada a um grupo que fraudava contratos e repasses destinados à compra de medicamentos, insumos hospitalares e custeio de unidades de saúde do município. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos supere R$ 2 milhões.

Operação mira outros envolvidos

Além da prisão da vereadora, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sua residência, no gabinete da Câmara Municipal e na sede de uma empresa que, segundo as investigações, estaria envolvida nas irregularidades. Outros suspeitos, incluindo servidores públicos e empresários, também são alvos da operação.

O MP-GO informou que a investigação teve início após denúncias anônimas e auditorias que apontaram inconsistências nos contratos firmados com a Secretaria Municipal de Saúde. Em nota, o órgão declarou que a ação faz parte de um esforço para combater a corrupção e garantir que os recursos públicos sejam devidamente aplicados.

População cobra transparência

A prisão da vereadora gerou forte repercussão em Nerópolis. Moradores foram às redes sociais pedir punição rigorosa para os envolvidos, destacando as dificuldades enfrentadas na saúde pública local. “Enquanto faltam remédios e atendimento médico na cidade, os políticos desviam nosso dinheiro. Isso é revoltante”, disse um morador.

A Câmara Municipal de Nerópolis ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Se comprovado o envolvimento da parlamentar, ela poderá responder por crimes como peculato, organização criminosa e fraude em licitação, com penas que podem ultrapassar 12 anos de prisão.

A investigação segue em andamento, e novas prisões não estão descartadas.

Redação

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