Corte Superior mantém decisão do TRE-GO, afasta acusações de abuso de poder e valida escolha feita pela população nas urnas em 2024
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou um ponto final na disputa judicial que pairava sobre a Prefeitura de Bom Jardim de Goiás. Em decisão definitiva divulgada nesta segunda-feira (2), a Corte manteve integralmente o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) e confirmou o mandato do prefeito Édio Navarini (Podemos) e da vice-prefeita Jaqueline Silva.
A ação foi movida pelo ex-prefeito William Gregório (União Brasil), por meio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que apontava supostos ilícitos eleitorais e abuso de poder econômico durante o período de pré-campanha e campanha das eleições de 2024. Entre as acusações estavam o suposto financiamento integral da tradicional Festa em Louvor a São João Batista, em 2023, além da realização de um evento de aniversário na Fazenda Navarini, que, segundo a denúncia, teria características semelhantes às de showmício — prática proibida pela legislação eleitoral.
A acusação também alegava que, na edição de 2024 da festa religiosa, teria havido promoção pessoal indevida do então pré-candidato, com apoio de liderança religiosa, o que, em tese, poderia influenciar o eleitorado.
No entanto, após análise minuciosa das provas e dos argumentos apresentados, o TRE-GO julgou a ação improcedente de forma unânime, entendendo não haver elementos suficientes que comprovassem abuso de poder ou qualquer conduta capaz de comprometer a lisura do pleito.
Inconformada, a parte autora apresentou sucessivos recursos — embargos de declaração, recurso especial e agravo — todos rejeitados pela Justiça Eleitoral. Ao chegar ao TSE, o Ministério Público Eleitoral também se manifestou pela improcedência do pedido. O ministro relator André Mendonça negou seguimento ao recurso, consolidando o entendimento das instâncias anteriores e encerrando o caso.
A decisão traz estabilidade política ao município e reafirma a validade da escolha feita nas urnas em outubro de 2024. Para muitos moradores, o desfecho representa o fim de um período de incerteza institucional.
Em nota oficial, Édio Navarini destacou o significado da decisão. “Mais do que uma vitória jurídica, essa decisão também representa o respeito à vontade soberana do povo de Bom Jardim de Goiás, que confiou seu voto de forma livre e consciente”, afirmou. Segundo ele, o momento é de seguir trabalhando pelo município, com segurança jurídica e foco no desenvolvimento da cidade.
Com o julgamento encerrado no TSE, Bom Jardim de Goiás vira a página do embate judicial e mantém a gestão eleita pela maioria da população, reforçando o princípio democrático que sustenta o processo eleitoral brasileiro.



