O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que cancelou uma segunda onda de ataques militares anteriormente prevista contra a Venezuela, citando a cooperação entre os dois países como motivo para a decisão. Trump comunicou a medida por meio de sua rede social Truth Social, ressaltando que o governo venezuelano começou a libertar um grande número de presos políticos, o que foi interpretado por Washington como um gesto de busca por paz.
Segundo Trump, a parceria com a Venezuela também se estende ao setor energético, com foco na reconstrução da infraestrutura de petróleo e gás do país sul-americano e promessa de investimentos de pelo menos US$ 100 bilhões por grandes empresas petrolíferas, em um processo que incluiria reunião de executivos na Casa Branca.
Embora a segunda fase de ataques tenha sido cancelada, o presidente americano afirmou que navios de guerra e outras forças permanecerão próximos à Venezuela por razões de segurança. A cooperação trilateral entre os governos também ocorre em meio ao cenário geopolítico complexo criado após a operação militar norte-americana que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro no início de janeiro e na ascensão de uma liderança interina.
O movimento marca uma mudança tática na política externa dos EUA em relação a Caracas, ao mesmo tempo em que levanta questionamentos sobre o futuro do controle da produção petrolífera venezuelana e a soberania do país sobre seus recursos naturais.



