Na manhã desta quarta-feira (10), trabalhadores da indústria farmacêutica Cifarma, em Goiânia, realizaram uma paralisação convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Química, Farmacêutica e de Material Plástico de Goiás (Sind.Q.F.P-GO). O ato ocorreu de forma pacífica entre 5h20 e 9h, com acompanhamento da Polícia Militar.
Durante assembleia em frente à empresa, os funcionários aprovaram uma série de exigências que serão levadas à audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO). Entre os principais pontos estão:
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Pagamento integral do FGTS;
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Melhoria no vale-alimentação;
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Garantia de que o benefício não seja cortado em caso de afastamento médico;
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Reajuste salarial com ganho real.
A paralisação ganha peso diante do histórico da companhia. A Cifarma já foi condenada em ação coletiva a pagar mais de R$ 3,4 milhões por não recolher o FGTS de 2021. Para o sindicato, o ato representa uma “manifestação legítima de resistência” e reforça que greves e protestos pacíficos são direitos assegurados pela legislação trabalhista.
Segundo informações do sindicato, a própria empresa dispensou os colaboradores do turno da manhã, o que impede qualquer desconto no salário referente ao dia da paralisação.
O movimento marca um passo importante na luta por melhores condições de trabalho na indústria farmacêutica goiana. A expectativa é que a audiência no TRT traga avanços concretos para os empregados, que cobram respeito a direitos básicos como fundo de garantia, alimentação e reajuste justo.
Redação



