O céu, que sempre foi símbolo de liberdade e paixão para o Capitão da Aeronáutica Edwilson Galvão, de 56 anos, foi também o cenário de sua última jornada. Na tarde de sexta-feira (28), o militar perdeu a vida após um acidente com parapente nas margens da BR-040, próximo a Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
Segundo testemunhas, Edwilson estava praticando a atividade que tanto amava quando perdeu o controle do equipamento. Ele caiu em uma área de vegetação às margens da rodovia. Equipes de resgate tentaram reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas o capitão não resistiu aos ferimentos.
A despedida comoveu não apenas familiares, mas também colegas da Aeronáutica e amigos próximos. No sábado (29), durante o velório no Cemitério Santa Luzia, em Luziânia (GO), a dor deu lugar à admiração e ao reconhecimento por uma vida marcada pela dedicação, coragem e amor à família e à pátria.
Em uma publicação emocionante nas redes sociais, a filha do capitão escreveu:
“Sua decolagem mais linda foi a última.”
A frase simples, mas profunda, tocou o coração de milhares de internautas que prestaram solidariedade à família.
Além de militar exemplar, Edwilson era descrito como um homem generoso, alegre e apaixonado pela vida. O parapente, esporte que praticava há anos, era mais que um hobby: era uma conexão com a liberdade que sempre buscou, tanto no céu quanto em sua jornada como servidor do Brasil.
A Aeronáutica, por meio de nota, prestou homenagens ao oficial e reconheceu seus anos de serviço com honra.
“O Capitão Galvão deixa um legado de profissionalismo e dedicação, e será sempre lembrado com respeito por todos que tiveram a honra de caminhar ao seu lado.”
Neste momento de luto, o sentimento que ecoa entre os que o amaram é o de gratidão. Gratidão pela vida que ele viveu com intensidade. Pela família que construiu com amor. E por cada vez que, ao subir aos céus, inspirou quem estava em terra firme.



