O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta terça-feira (2) ao julgamento do chamado núcleo central da trama golpista que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a vitória nas eleições de 2022.
Ao todo, oito nomes ligados ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro respondem por crimes graves como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Quem são os réus
Entre os acusados estão o próprio Jair Bolsonaro, apontado pela PGR como líder do plano golpista, e seus ex-ministros:
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Walter Braga Netto – ex-ministro da Casa Civil e da Defesa;
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Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
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Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
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Augusto Heleno – ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;
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Almir Garnier Santos – ex-comandante da Marinha;
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Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e hoje delator;
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Alexandre Ramagem – ex-diretor da Abin e atual deputado federal.
O que pesa contra cada um
A PGR aponta que o grupo participou de reuniões estratégicas, elaboração de minutas de decretos golpistas e até do plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de Lula, Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Também pesam contra os réus indícios de espionagem ilegal, uso da máquina pública para atacar o sistema eleitoral e pressão sobre as Forças Armadas.
Como será o julgamento
O processo está sendo conduzido pela Primeira Turma do STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. As sessões estão previstas para acontecer nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, podendo se estender.
A expectativa é que o julgamento defina o destino político e judicial dos principais nomes do bolsonarismo, num caso considerado histórico pela gravidade das acusações e pelo risco que teria representado à democracia brasileira.
Redação



