O clima de tensão em Rio Verde ganhou novos contornos após a confissão de Rildo Soares dos Santos, 33 anos, que admitiu ter assassinado três mulheres no município. A revelação foi feita durante interrogatório na prisão e confirmada pelo delegado regional Adelson Candeo, responsável pela investigação.
Segundo a polícia, as vítimas confirmadas são Monara Pires Gouveia, Alexânia Hermógenes Carneiro – conhecida como Lessi – e Elisângela da Silva Souza. Nos relatos, o suspeito detalhou a forma como cada crime foi cometido, revelando frieza e crueldade.
Em um dos casos, Rildo disse que matou Monara após acusá-la de furtar R$ 600. Ele contou que a encontrou um mês depois, levou a jovem para um terreno, a agrediu e ateou fogo no local. Já em relação a Alexânia, relatou que perdeu o controle depois que a vítima teria comprado drogas em seu nome.
No caso de Elisângela, a confissão foi ainda mais grave: além de admitir o homicídio, Rildo reconheceu o estupro, confirmado por exames de DNA que identificaram material genético compatível.
Apesar de confessar três feminicídios, Rildo negou ter ligação com o desaparecimento de Ingrid Ferreira Barbosa Romagnoli e Neilma de Souza Carvalho, mas a polícia não descarta a possibilidade de envolvimento.
Durante os depoimentos, o suspeito chegou a alegar que “ouve vozes e sente impulsos” antes de cometer os crimes, mas o delegado destacou que não há indícios de transtorno mental.
A Polícia Civil segue com reconstituições, perícias técnicas, análise de celulares e confrontos genéticos para fechar o inquérito. Equipes também realizam buscas para tentar localizar o corpo de Ingrid, desaparecida em agosto.
O caso tem causado comoção em Rio Verde e levantado debates sobre a violência contra a mulher. Para o delegado Adelson Candeo, a gravidade das confissões exige rapidez na conclusão das investigações e rigor na responsabilização criminal.
Redação



