O alívio chegou para algumas famílias nesta quarta-feira (17), após seis estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), vítimas do trágico acidente na BR-153, receberem alta médica de hospitais no Tocantins. A tragédia, que comoveu o país, deixou cinco mortos e dezenas de feridos no trecho entre Porangatu (GO) e Alvorada do Norte (TO), quando um ônibus que levava os universitários colidiu frontalmente com uma carreta.
Alívio para algumas famílias, apreensão para outras
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde do Tocantins, nove feridos foram levados para unidades de saúde em Gurupi e Alvorada. Desses, seis já foram liberados e seguem em recuperação fora dos hospitais. Outros três seguem internados, sendo que dois em estado grave, com fraturas múltiplas e trauma craniano, devem ser transferidos para a UTI do Hospital Geral de Palmas ainda nesta semana.
Os estudantes estavam a caminho de Goiânia para participar de um congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), quando foram surpreendidos pela tragédia na rodovia.
Relembre o acidente
O acidente aconteceu na madrugada do dia 16 de julho, no km 2 da BR-153, em Porangatu. De acordo com a PRF, a carreta invadiu a contramão e atingiu o ônibus de frente. O impacto foi devastador. Morreram no local os dois motoristas (do caminhão e do ônibus) e três estudantes.
A cena foi de desespero. Estudantes presos às ferragens, gritos por socorro e um cenário de destruição que chocou equipes de resgate. Muitos dos sobreviventes foram retirados com ferimentos graves e espalhados entre hospitais de Goiás e Tocantins.
Apoio e solidariedade
A Universidade Federal do Pará decretou luto oficial de três dias e está oferecendo apoio psicológico, jurídico e logístico às vítimas e seus familiares. Inclusive, como já anunciado, a UFPA está custando as passagens aéreas para acompanhantes de alunos feridos em outros estados.
O reitor da instituição reafirmou o compromisso da universidade com seus alunos:
“É uma tragédia que nos marca profundamente. Estamos unindo esforços para garantir acolhimento, cuidado e justiça a todos os envolvidos.”
Rodovia da morte
A BR-153, infelizmente, já é conhecida pela população como “Rodovia da Morte”. Apenas entre 2020 e 2025, mais de 360 mortes foram registradas no trecho goiano da estrada. A necessidade de duplicação e melhorias na sinalização é urgente, segundo especialistas e parlamentares que acompanham o caso.
Uma mistura de dor e esperança
Enquanto algumas famílias celebram o retorno de seus filhos, outras seguem aflitas nos corredores dos hospitais ou enlutadas pela perda irreparável. O país inteiro se solidarizou com a dor desses jovens que buscavam apenas estudar, crescer e sonhar.
Goiás da Gente continua acompanhando de perto todos os desdobramentos desta tragédia e se coloca à disposição das famílias que precisem divulgar informações ou buscar ajuda.
📌 Você tem informações, registros ou deseja prestar homenagem às vítimas? Fale conosco pelo WhatsApp: (62) 99635-8589.



