sábado, março 7, 2026
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Saúde em Ruínas — Quando a UPA Brasicom vira símbolo do descaso público

Pacientes expostos ao risco e estruturas deterioradas: população de Aparecida de Goiânia questiona a omissão da prefeitura diante da crise na saúde municipal.

A situação da UPA Brasicom, no Residencial Brasicon, em Aparecida de Goiânia (GO), caiu no desagrado dos moradores. O que deveria ser um local de acolhimento, cuidados e urgência virou sinônimo de abandono. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram cerâmicas estilhaçadas pelo chão enquanto pacientes aguardam atendimento e tomam medicamento no próprio corredor — uma cena que mais parece cenário de guerra do que de uma unidade de saúde pública.

A revolta da população não é gratuita. Há denúncias frequentes de que a estrutura física da unidade está comprometida e que os problemas vão além de pisos quebrados: cadeiras em estado precário, espaços improvisados e falta de manutenção básica têm sido relatados por usuários e acompanhantes que dependem do serviço 24 h para casos de urgência.

Profissionais da saúde podem se esforçar para atender, mas nenhum zelo clínico substitui a responsabilidade do poder público em garantir condições mínimas de dignidade e segurança. A UPA Brasicom é oficializada pela Secretaria de Saúde como uma das unidades de urgência e emergência que deveriam atender centenas de pacientes diariamente — mas, quando a própria estrutura desaba, literalmente, não se pode falar em atendimento de qualidade. 

Moradores relatam que a falta de cuidado com o patrimônio público reflete uma gestão que trata a saúde como custo, não como prioridade. Não bastasse isso, rumores de que a unidade teria sido considerada para reforma há anos mostram que o problema foi identificado, mas nunca efetivamente solucionado. Um histórico de discussões administrativas aponta para promessas de intervenção na infraestrutura — todas elas adiadas ou parcialmente cumpridas — deixando no ar a pergunta que toda a população faz: cadê a responsabilidade com a vida de quem paga imposto? 

Enquanto isso, pacientes relatam que a espera por atendimento se torna um tormento: pessoas sentadas em cadeiras danificadas, muitas vezes sem acompanhamento adequado, convivem com a deterioração do ambiente e a sensação de abandono. Para quem precisa de cuidado imediato, não existe pior negligência do que ser recebido em um espaço que demonstra, logo de cara, que não é valorizado.

O descaso com a UPA Brasicom é um sintoma de um problema maior: a falta de compromisso com o direito à saúde digna. A população está cansada de explicações e vídeos — quer resultados, estrutura adequada e respeito à vida. E isso não é favor: é dever da prefeitura garantir que, quando alguém bate à porta de uma unidade de saúde, seja recebido com dignidade, segurança e condições reais de atendimento.

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