sexta-feira , 4 abril 2025

Sandro Mabel Suspende Pagamento de Dívidas Milionárias e Exige Auditoria Rigorosa

Em uma medida que promete causar impacto significativo na administração pública de Goiânia, o prefeito Sandro Mabel (UB) decretou a suspensão imediata do pagamento de todas as dívidas herdadas da gestão anterior, comandada por Rogério Cruz (SD). O decreto, publicado na edição de quarta-feira (08) do Diário Oficial do Município (DOM), estabelece critérios rigorosos para análise das pendências financeiras, exigindo dos credores a apresentação de 11 diferentes itens documentais para validar as cobranças.

A medida é uma resposta direta às preocupações da nova administração quanto à legalidade e à transparência dos débitos deixados pela gestão anterior, encerrada em 31 de dezembro. Segundo o decreto, os credores deverão comprovar, por meio de extensa documentação, que os contratos e serviços realizados estão em conformidade com as leis vigentes. Entre os itens exigidos estão notas fiscais, contratos, termos de execução e certidões diversas.

Transparência ou Travamento?

O decreto é apresentado pela atual gestão como um esforço para proteger os cofres públicos e garantir que o município pague apenas o que for devido. “Não podemos permitir que erros ou má gestão do passado impactem a qualidade dos serviços para a população. A auditoria é uma etapa fundamental para assegurar que os recursos municipais sejam utilizados corretamente”, afirmou o prefeito Sandro Mabel em coletiva de imprensa.

Contudo, a decisão tem gerado reações polarizadas. Enquanto especialistas em administração pública apontam que a auditoria é um passo positivo para garantir a transparência, críticos da medida alertam para possíveis atrasos no pagamento a fornecedores, o que poderia prejudicar serviços essenciais e comprometer a confiança de empresas que prestam serviços à Prefeitura.

O Que Está em Jogo?

Os números exatos da dívida deixada pela gestão de Rogério Cruz ainda não foram oficialmente divulgados, mas fontes internas apontam que os valores ultrapassam centenas de milhões de reais. A nova gestão afirma que a suspensão não significa calote, mas sim uma pausa para análise detalhada. “Apenas os débitos legítimos, comprovados e que não apresentem irregularidades serão negociados e quitados”, detalha o decreto.

Credores na Mira

Entre os credores mais afetados estão empresas de construção civil, fornecedoras de materiais e prestadoras de serviços diversos. O decreto exige que essas empresas apresentem comprovações detalhadas, como notas fiscais atestadas e declarações de regularidade tributária, para que seus casos sejam analisados pela comissão responsável.

Impactos à Vista

A suspensão do pagamento pode gerar impactos em cadeia, especialmente para pequenas e médias empresas que dependem da quitação de contratos para manterem suas operações. Por outro lado, a Prefeitura argumenta que medidas como essa são necessárias para restaurar a ordem financeira do município e garantir uma gestão mais eficiente dos recursos públicos.

Reação Política

O decreto também já está gerando debates no cenário político local. Aliados de Rogério Cruz criticaram a decisão de Sandro Mabel, classificando-a como “populista” e “prejudicial ao ambiente empresarial da cidade”. Por sua vez, apoiadores do novo prefeito elogiam a medida como um marco de “gestão responsável e focada no futuro”.

A disputa sobre os débitos herdados e a auditoria anunciada promete movimentar os próximos meses na capital goiana, definindo os rumos da administração e a relação do novo prefeito com fornecedores e credores.

Gilmar Lira

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