Uma questão aplicada em uma avaliação de História no 9º ano da Escola Eleva, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, tem gerado grande repercussão entre pais e responsáveis. O motivo foi a escolha de comparar trechos de discursos de Adolf Hitler e Benito Mussolini, ditadores europeus da primeira metade do século XX, com falas do ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo os relatos, a questão pedia que os estudantes analisassem os textos e apontassem semelhanças e diferenças entre os discursos. A iniciativa, no entanto, dividiu opiniões. Para alguns responsáveis, a inclusão de Trump em paralelo a líderes autoritários históricos representou uma “equiparação indevida” e acabou se transformando em um ponto de tensão dentro da comunidade escolar.
Em nota, a instituição justificou que a questão seguiu as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e que o objetivo era estimular o pensamento crítico dos alunos, ensinando-os a identificar elementos de retórica e estratégias de convencimento político presentes em diferentes contextos históricos.
Ainda de acordo com a escola, a comparação não teve a intenção de julgar figuras políticas atuais, mas sim de proporcionar uma análise crítica sobre discursos que marcaram épocas distintas.
Apesar da explicação, a atividade repercutiu nas redes sociais e em grupos de pais, com manifestações de apoio e críticas. Alguns defenderam a proposta como uma forma legítima de exercitar a análise de fontes históricas, enquanto outros alegaram que a escolha pode ser interpretada como politicamente tendenciosa.
O caso abre novamente a discussão sobre os limites entre a liberdade acadêmica e a sensibilidade política em sala de aula. Para especialistas, a polêmica mostra a importância de contextualizar profundamente esse tipo de atividade, de modo a evitar interpretações simplistas ou distorcidas.
Redação



