sábado, março 7, 2026
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Queima de arquivo: “Sicário” ligado a Vorcaro morre após tentativa de suicídio na sede da PF durante megaoperação

Acusado de liderar núcleo de intimidação e espionagem no coração do Caso Banco Master, aliado do banqueiro foi socorrido pela Polícia Federal; ação mira esquema bilionário e bloqueios de R$ 22 bilhões

Em mais um capítulo dramático da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4), Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão — conhecido pela alcunha de “Sicário” — morreu após uma tentativa de suicídio dentro da Superintendência da PF em Minas Gerais, segundo relatos oficiais e reportagens da imprensa. 

Mourão, visto como um dos operadores centrais do grupo que atuava para o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso na manhã desta quarta como parte da terceira fase da ação que investiga uma extensa rede de crimes financeiros, intimidação de adversários, invasão de sistemas e lavagem de dinheiro. 

Núcleo de intimidação e espionagem exposto

Documentos judiciais e decisões do Supremo Tribunal Federal apontam que Mourão liderava um núcleo de vigilância informal conhecido como “A Turma”, responsável por monitorar, identificar e pressionar críticos do grupo de Vorcaro — inclusive jornalistas e autoridades públicas — com pagamentos que podiam chegar a R$ 1 milhão por mês. 

Colegas de esquema, como um ex-policial federal e outros assessores próximos, também tiveram prisões preventivas decretadas, enquanto o próprio Vorcaro foi detido novamente pela PF em São Paulo, e seu cunhado, o empresário Fabiano Zettel, figura em mandados preventivos. 

Investigação atinge R$ 22 bilhões e possíveis acessos a sistemas internacionais

A ofensiva da PF não se restringe a ações de intimidação: a investigação apura supostos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, com ordens judiciais autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça. Foram decretados bloqueios de bens e valores que somam até R$ 22 bilhões relacionados às atividades suspeitas. 

Entre os achados, mensagens e planos para ações ilegais, além de indícios de acesso indevido a sistemas internos de órgãos nacionais e internacionais, como o FBI e a Interpol, reforçam a gravidade da situação e a abrangência do suposto esquema. 

Desdobramentos políticos, jurídicos e sociais

O episódio marca mais um momento de tensão no noticiário nacional: além das implicações jurídicas, a conexão entre operações financeiras, ameaças a críticos da mídia e possíveis tentativas de coagir agentes de justiça coloca pressão sobre instituições. A PF afirmou que abrirá procedimento interno para esclarecer as circunstâncias da morte de Mourão e entregará registros em vídeo ao STF. 

Enquanto isso, o caso segue sob intenso escrutínio público e judicial, com desdobramentos que podem reverberar na política, no sistema financeiro e na confiança nas instituições — sobretudo em um ano eleitoral carregado de debates sobre fiscalização, crime organizado e impunidade.

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