Goiás segue cada vez mais dependente economicamente da China. Entre janeiro e julho de 2025, quase metade de todas as exportações do estado — exatos 49,8% — tiveram como destino o país asiático, segundo dados da plataforma ComexStat, do Ministério da Indústria e Comércio.
O número coloca Goiás como o terceiro estado brasileiro mais dependente do mercado chinês, atrás apenas do Piauí (66%) e do Tocantins (62%).
Os Estados Unidos, tradicional parceiro comercial do Brasil, ficaram bem atrás: foram responsáveis por apenas 5% das vendas externas goianas no período.
Na sequência, aparecem Irã (2,4%), Tailândia (2,2%) e Índia (2,2%) como principais compradores dos produtos goianos.
Grande parte dessa relação comercial com a China é sustentada pelo agronegócio, especialmente a exportação de soja, carnes e milho — produtos que estão no topo da pauta de exportação do estado.
Especialistas alertam que essa concentração de mercado traz riscos à economia goiana. “Quando um estado depende tanto de um único comprador, qualquer mudança na política econômica ou comercial desse país pode impactar diretamente nossa arrecadação e empregos”, destaca um economista ouvido pela reportagem.
Apesar de positiva no volume de negócios, a dependência excessiva levanta um debate: Goiás precisa diversificar mercados para garantir estabilidade econômica a longo prazo.
Redação



