A promotora de justiça responsável pela fiscalização do município fez uma vistoria na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e relatou uma situação de caos na gestão dos serviços prestados pela autarquia. O laudo da vistoria, realizado nas últimas semanas, evidencia falhas graves na organização interna, na estrutura de trabalho e no cumprimento das obrigações municipais relacionadas à limpeza urbana, coleta de resíduos e manutenção de espaços públicos.
De acordo com a promotora, que não quis se identificar, a inspeção revelou uma série de irregularidades que comprometem o funcionamento eficiente da Comurg e impactam diretamente a qualidade dos serviços à população. Entre os problemas encontrados, destacam-se a falta de equipamentos adequados, a escassez de materiais de trabalho, o número insuficiente de servidores, além de uma defasagem no plano de gestão e nos investimentos necessários para a melhoria dos processos operacionais.
A promotora ainda mencionou que muitos bairros da cidade apresentam sérios problemas de lixo acumulado nas ruas, com frequentes atrasos na coleta, o que gera transtornos para os moradores e agrava o cenário de limpeza e saúde pública. “A situação é alarmante. É notório que a Comurg não está cumprindo o seu papel da forma como deveria, colocando em risco a qualidade de vida da população goianiense”, afirmou.
Além disso, o relatório aponta para uma administração ineficaz dos recursos públicos, com denúncias de falta de transparência na alocação de verbas e ausência de planos estratégicos para resolver os problemas de longo prazo. A promotora destacou a necessidade urgente de uma reestruturação na autarquia, com uma gestão mais eficiente e com maior comprometimento com o serviço público.
A Comurg, por sua vez, respondeu por meio de sua assessoria de imprensa, alegando que a autarquia está ciente das dificuldades e que já está tomando providências para resolver os problemas, como a contratação de novos profissionais, a aquisição de novos equipamentos e a implementação de um plano de ação emergencial.
O Ministério Público, ao seguir com a investigação, poderá exigir mudanças mais profundas e, caso necessário, adotar medidas judiciais para garantir que a Comurg cumpra com suas obrigações de forma adequada e em conformidade com a lei.
A população aguarda ansiosamente por respostas concretas da Comurg e do poder público sobre como os problemas serão solucionados para garantir um ambiente urbano mais limpo e saudável para todos.
Redação