A polêmica em torno do uniforme da Seleção Brasileira ganhou novos capítulos nesta terça-feira (19). O presidente da CBF, Samir Xaud, revelou que precisou agir com urgência para vetar a produção de uma camisa vermelha para o time nacional. Segundo ele, a decisão foi tomada logo ao assumir o comando da entidade, após descobrir que a fornecedora oficial, a Nike, já estava desenvolvendo o modelo.
Em entrevista ao podcast Toca e Passa, Xaud afirmou que determinou a paralisação imediata das máquinas. “Não permiti que essa camisa fosse adiante. Pedi que as máquinas fossem paradas, porque vermelho não é cor da bandeira do Brasil”, disse o dirigente.
Identidade da Seleção em jogo
A proposta do uniforme vermelho havia sido aprovada pela gestão anterior, de Ednaldo Rodrigues, e chegou a ter protótipos produzidos. A ideia seria lançar o modelo ainda em 2025. No entanto, para Samir Xaud, a camisa feria a identidade patriótica do país:
“Temos quatro cores que representam o Brasil: verde, amarelo, azul e branco. Não podemos confundir a Seleção com outras questões. Nosso uniforme é símbolo nacional”, reforçou.
O mandatário da CBF também deixou claro que a medida visa evitar interpretações políticas, já que o vermelho é comumente associado a partidos e movimentos ideológicos.
Como ficam os uniformes
De acordo com informações divulgadas pelo site especializado Footy Headlines, a Seleção seguirá com o amarelo como uniforme principal — em tom mais fechado, com detalhes em verde-água e azul. Já o uniforme reserva continuará sendo azul, desta vez com detalhes em preto e amarelo.
O modelo vermelho, que teria o selo da marca Jordan, foi oficialmente cancelado.
Tradição acima de inovações
A decisão de Samir Xaud gerou repercussão nas redes sociais. Parte da torcida elogiou a defesa da tradição, enquanto outros lamentaram o veto a uma possível novidade estética. Ainda assim, o presidente manteve sua posição:
“A Seleção é patrimônio do povo brasileiro. Não cabe usar o vermelho para representar o Brasil dentro de campo.”
Com isso, a camisa vermelha da Seleção entra para a lista de projetos arquivados e reforça o peso da tradição no futebol nacional.
Redação



