sábado, março 7, 2026
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Prefeito de Nerópolis Deixa Crianças Autistas Sem Atendimento

Abandono Injustificável: o prefeito de Nerópolis vira as costas para crianças autistas e destrói um trabalho de anos

Quando o poder público fecha os olhos para o sofrimento das famílias, o que resta é a indignação de quem ainda acredita em justiça e humanidade.

O que está acontecendo em Nerópolis é mais do que uma irregularidade administrativa — é uma tragédia silenciosa que atinge em cheio dezenas de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.
O prefeito, que não repassa há três meses os valores devidos ao Instituto Therapies Love Kids, decidiu agora rescindir unilateralmente o contrato, sem justificativa plausível, sem processo administrativo regular e sem se importar com o impacto humano dessa decisão.

A instituição, que há mais de uma década atua em Goiás no atendimento multiprofissional de crianças com autismo, mantém uma equipe formada por psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e pedagogos. São profissionais que dedicam a vida a transformar pequenos avanços em grandes conquistas. E agora veem todo esse trabalho ser interrompido por um gesto político, arbitrário e cruel.

Descaso e ilegalidade disfarçados de decisão administrativa

Segundo a nota oficial emitida pela Therapies Love Kids, o descredenciamento foi feito de maneira abrupta, sem defesa prévia, sem contraditório, sem auditoria técnica e sem motivação legal, em violação direta à Constituição Federal e à Lei nº 9.784/99, que garante o devido processo administrativo.

Pior: a divulgação do ato nem sequer ocorreu por meios oficiais — foi espalhada em grupos de WhatsApp por pessoas ligadas à Secretaria Municipal de Saúde, numa clara tentativa de denegrir a imagem da instituição que, ironicamente, vinha sustentando financeiramente o serviço público de reabilitação infantil, mesmo sem receber os repasses devidos.

Ou seja, o município deve há 75 dias e ainda tenta culpar a clínica pelo próprio inadimplemento.

A verdade técnica: quem mais faz é quem menos recebe

Enquanto o contrato previa apenas três sessões semanais, a clínica, por decisão técnica, ampliou para cinco sessões, sem cobrar um centavo a mais do município.
Fez isso porque entende que o autismo não espera, o desenvolvimento não pode parar, e cada dia sem terapia significa um retrocesso doloroso para famílias que lutam com amor e esperança.

Essa dedicação não é discurso — é compromisso. O relatório contábil mostra que a unidade de Nerópolis opera com prejuízo, arcando com custos que o poder público deveria cobrir.
Mesmo assim, a prefeitura preferiu romper o contrato e abandonar as crianças, em vez de resolver o débito que já se arrasta por meses.

O silêncio que machuca

Não há argumento jurídico capaz de justificar tamanha insensibilidade.
Quando o Estado deixa de garantir terapias essenciais a crianças com autismo, ele viola o artigo 196 da Constituição, que assegura o direito à saúde, e o artigo 227, que impõe à família, à sociedade e ao poder público o dever de proteger a criança “com absoluta prioridade”.

Mas, em Nerópolis, a prioridade parece ser outra: a perseguição política e a vaidade de quem confunde gestão com autoritarismo.

A decisão do prefeito não é apenas um erro administrativo — é uma sentença de retrocesso para dezenas de meninos e meninas que dependem de estímulo, rotina e cuidado contínuo.
Cada sessão perdida representa um atraso no desenvolvimento cognitivo, na fala, na socialização e na autonomia dessas crianças.
E tudo isso por pura omissão de quem jurou governar para todos.

Vozes que precisam ser ouvidas

A Therapies Love Kids anunciou que tomará todas as medidas legais cabíveis:
protocolará recurso administrativo, acionará o Ministério Público e o Tribunal de Contas e ingressará com ações judiciais contra o município de Nerópolis.
Mas enquanto o processo tramita, as famílias ficam sem atendimento e os profissionais, sem poder trabalhar.

É desumano que uma decisão política coloque em risco o desenvolvimento de crianças com autismo, que já enfrentam diariamente tantos desafios.

A esperança ainda fala mais alto

Mesmo diante da injustiça, a nota encerra com dignidade:

“Não nos calaremos diante de arbitrariedades que prejudiquem famílias vulneráveis e desrespeitem profissionais dedicados à inclusão e ao desenvolvimento infantil. A verdade prevalecerá.”

Que assim seja.
Porque Nerópolis precisa lembrar que a grandeza de um governo se mede pela forma como ele trata os mais vulneráveis — e, nesse teste, o atual prefeito acaba de falhar com estrondo.

Redação

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