Promessas de renovação e transparência se transformam em frustração: população reclama de descaso, queimadas e nomeações familiares.
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A prefeita de Iporá (GO), Maysa Cunha, é alvo de críticas por problemas na saúde, descaso com o meio ambiente e nomeação do próprio esposo para cargo de secretário. População relata abandono e decepção com a gestão.
Eleita sob o discurso da mudança e carregando a esperança de um novo tempo para Iporá, no interior de Goiás, a prefeita Maysa Cunha prometia uma gestão moderna, transparente e voltada para o povo. No entanto, pouco tempo depois de assumir, a sensação nas ruas é de desorganização, insatisfação e frustração.
Maysa, que durante anos foi a principal crítica do ex-prefeito de quem foi vice, chegou ao poder com o apoio de uma população cansada da velha política. Mas o que se vê hoje, segundo moradores e servidores, é uma administração sem direção, marcada por promessas não cumpridas e decisões questionáveis.
O setor da saúde é um dos mais afetados. Moradores relatam falta de medicamentos, atendimento precário e demoras nos postos de saúde. Servidores afirmam que há perseguição política e desrespeito ao funcionalismo público, além da falta de condições básicas de trabalho.
“Prometeram mudança, mas o que a gente sente é abandono. Falta tudo, desde o básico até o respeito com o trabalhador”, relatou um servidor que pediu anonimato.
O aterro sanitário de Iporá, que deveria receber tratamento técnico adequado, tem funcionado como um verdadeiro lixão a céu aberto, segundo moradores. As queimadas constantes e o acúmulo de lixo comprometem o ar e a saúde da população.
“Tenho duas crianças pequenas com dificuldade respiratória, e hoje acordei com mais um dia de queimada, só que dessa vez foi no lixão que chamam de aterro sanitário. O povo não entende que coleta seletiva não ajuda em nada, porque tudo vai parar no mesmo lugar. Será que não existe uma Secretaria do Meio Ambiente capaz de resolver isso? Não posso abrir a janela e, com o calor, fica impossível viver assim. Tive que ir pra casa de uma amiga na fazenda pra conseguir respirar.”
Além dos problemas estruturais, a prefeita também enfrenta críticas por nomear o próprio esposo como secretário municipal, o que gerou questionamentos sobre nepotismo e falta de critérios técnicos.
A decisão aumentou o desgaste político de Maysa Cunha e colocou em dúvida o compromisso com a ética e a transparência prometidos durante a campanha.
Enquanto o funcionalismo reclama, a saúde entra em colapso e o meio ambiente pede socorro, a prefeita parece mais preocupada com o discurso do que com soluções práticas. Suas falas públicas são marcadas por promessas e justificativas, mas as ações concretas ainda não apareceram.
“A cidade está parada. A prefeita conversa demais, mas resolve de menos”, resumiu um morador do centro de Iporá.
A população, que um dia viu em Maysa Cunha o símbolo da esperança, hoje expressa decepção e desconfiança. O que era para ser o início de um novo ciclo se transformou em um governo marcado por contradições, desorganização e perda de credibilidade popular.
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Redação Marcelo Pereira



