Um caso revoltante está escancarando os limites da impunidade e da perversidade de quem deveria proteger a sociedade. O policial militar Lucas Bandeira da Silva teve sua prisão preventiva decretada após um histórico alarmante de ameaças, perseguição e descumprimento de medidas protetivas, tendo como vítima sua ex-namorada, a advogada Dra. Jordane Mota.
A juíza Ana Cláudia Veloso Magalhães, do Tribunal de Justiça de Goiás, atendeu ao pedido do promotor João Paulo Cândido S. Oliveira e determinou a prisão do PM, que se encontra foragido.
A história começa com uma traição descoberta em janeiro deste ano. O relacionamento entre Lucas e Jordane chegou ao fim no dia 5 de janeiro, após a advogada descobrir, com fotos, que o então companheiro a traía com outro homem. Desde então, o que era um término virou um verdadeiro pesadelo de perseguições, ataques e medo constante.
Agressão física registrada: Em novembro de 2024, Lucas teria agredido fisicamente Jordane durante uma festa de aniversário de seu sócio. Mesmo após o término e o deferimento de medidas protetivas, ele continuou ligando, perseguindo e ameaçando a vítima — deixando claro que não aceitava a separação e que “não tinha medo da Justiça”.
Em 28 de julho de 2025, às 23h12, Lucas ligou novamente para Jordane e disse a frase que selou sua prisão preventiva:
“Não adianta você achar que está protegida, pois eu não tenho medo de nada.”
Essa ameaça veio após a advogada publicar nas redes sociais fotos com seu novo companheiro, um coronel da Polícia Militar. Enfurecido, o policial militar demonstrou não só ciúmes doentios, mas também um completo desprezo pelas decisões da Justiça.
Violência processual e falsas acusações: Lucas contratou um advogado que, a seu mando, passou a mover diversas ações judiciais infundadas contra Jordane, com o objetivo de desestabilizá-la emocionalmente. Não satisfeito, passou a acusar publicamente a ex-namorada de liderar uma suposta “rede de crimes virtuais em Goiás”, tentando criminalizar a vítima e virar o jogo — uma estratégia baixa e desesperada para calar quem teve coragem de romper o ciclo de violência.
A advogada, que já foi agredida, ameaçada, perseguida e exposta, relata que está em tratamento psiquiátrico e que vive sob medo constante. Mesmo assim, decidiu tornar o caso público:
“Não fiz isso por vingança. Fiz porque outras mulheres precisam saber que podem denunciar, que não estão sozinhas.”
A juíza Ana Cláudia foi enfática ao afirmar que a postura do policial viola a autoridade judicial e coloca em risco a vida da vítima, aplicando o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça.
A Justiça determinou:
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Prisão preventiva imediata;
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Inclusão de Lucas no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP);
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Intimação da vítima sobre a decisão.
Mas até agora, Lucas Bandeira não foi localizado. Ele está foragido.
Redação



