Comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela unidade prisional conhecida como Papudinha, determinou um conjunto de regras rígidas de segurança e confidencialidade para os profissionais de saúde escalados para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro. As medidas constam em documento expedido na última sexta feira, assinado pelo comandante em exercício do batalhão, major Marlos Lourenço de Oliveira.
Conforme o memorando, médicos, enfermeiros e técnicos de saúde devem passar obrigatoriamente por scanner corporal e por revista realizada pela equipe da unidade antes de ingressarem no local. Os profissionais também são obrigados a assinar termo de responsabilidade, confidencialidade e sigilo, comprometendo se a não divulgar quaisquer informações relacionadas ao atendimento prestado ou às condições de saúde do ex-presidente durante o período de custódia.
O documento estabelece ainda a proibição da entrada de armas de fogo e de objetos considerados de risco à segurança institucional. As determinações integram o protocolo adotado após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que ordenou a transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha no dia quinze de janeiro e determinou que ele receba acompanhamento médico em tempo integral em Brasília.
As novas regras reforçam o nível de controle aplicado à custódia do ex-presidente e evidenciam a preocupação das autoridades com a segurança do ambiente prisional e o sigilo das informações médicas, em um contexto de elevada atenção pública e institucional sobre o caso.



