quarta-feira, março 11, 2026
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Operação da Polícia Civil investiga fraude milionária em contrato da Prefeitura de Goiânia

Mandados de prisão e buscas foram cumpridos em Goiás e no Distrito Federal após suspeitas de irregularidades em contrato de R$ 4,4 milhões

A Polícia Civil do Estado de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (10), a Operação Núcleo Paralelo para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo um contrato firmado em 2024 entre a então Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social de Goiânia e uma empresa fornecedora de tinta inseticida. A ação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) e busca esclarecer possíveis crimes de associação criminosa, fraude em contrato público e modificação irregular de contrato administrativo.

Segundo as investigações, iniciadas em 2025, o contrato previa a aquisição e aplicação de 2.500 latas de tinta inseticida — o equivalente a 10 mil litros do produto — ao custo de aproximadamente R$ 4,4 milhões. No entanto, as apurações apontaram uma série de irregularidades tanto no processo licitatório quanto na execução do serviço, levantando suspeitas de prejuízo significativo aos cofres públicos.

Entre os indícios identificados pela Polícia Civil estão a criação de um núcleo informal de compras dentro da secretaria para acelerar a contratação da empresa, a entrega de produtos em desacordo com o previsto no contrato e o fornecimento de material próximo da data de vencimento. Também foram constatadas falhas na fiscalização do serviço, ausência de controle no almoxarifado e inconsistências entre a metragem contratada e a efetivamente executada.

Os investigadores também apuram suspeitas de que o produto tenha sido aplicado em imóveis desativados ou sem critérios técnicos claros, além de divergências entre o volume adquirido, o que teria sido utilizado e o que ainda restaria em estoque. Até o momento, o prejuízo estimado ao erário chega a cerca de R$ 2,7 milhões.

Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados judiciais, incluindo dois mandados de prisão temporária em Brasília e 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Valparaíso de Goiás e na capital federal. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos telefônicos, telemáticos, bancários e fiscais dos investigados, além do bloqueio de valores até o limite do prejuízo apontado nas investigações.

A operação contou ainda com o apoio da Polícia Civil do Distrito Federal no cumprimento das medidas judiciais em Brasília. As investigações seguem em andamento e devem aprofundar a análise de documentos, contratos e movimentações financeiras para identificar a participação de outros possíveis envolvidos no caso.

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