Partido acusa presidente do Senado de “omissão institucional” ao não colocar em votação pedidos contra ministro do STF; ação foi enviada ao Conselho de Ética
Uma nova frente de tensão entre Congresso e Judiciário ganhou força em Brasília após o Partido Novo protocolar uma representação no Conselho de Ética do Senado pedindo o afastamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). A sigla acusa o senador de omissão por não colocar em votação os pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
A ação foi apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que afirma que há dezenas de requerimentos parados na presidência do Senado. Segundo ele, o bloqueio desses pedidos impede que o Legislativo exerça sua função de fiscalização sobre outros poderes, o que poderia configurar quebra de decoro parlamentar. O documento solicita o afastamento imediato de Alcolumbre enquanto o caso é analisado pelo Conselho de Ética.
No mesmo movimento político, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esteve em Brasília para apresentar um novo pedido de impeachment contra Moraes. A iniciativa ocorre após a divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master, que teriam citado o ministro do STF. Zema afirmou que as revelações levantam dúvidas sobre a conduta do magistrado e que autoridades públicas “não podem estar acima da lei”.
A ofensiva faz parte de uma estratégia mais ampla do Novo para pressionar o Senado a analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Hoje, segundo levantamento citado por parlamentares, existem dezenas de solicitações registradas na Casa, sendo que o ministro Alexandre de Moraes concentra a maior parte delas.
Cabe ao presidente do Senado decidir se os pedidos de impeachment contra ministros do STF serão ou não encaminhados para análise. Por isso, a decisão de Alcolumbre de não pautar esses processos se tornou o principal alvo da ofensiva política liderada pelo Novo.
Novo pede afastamento de Alcolumbre por não pautar impeachment de Moraes; Zema vai a Brasília para pressionar Senado
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