quinta-feira , 3 abril 2025

Na mira da Polícia: Influenciadora de Goiás ostenta vida de luxo e recebe Bolsa Família

A Polícia Civil de Goiás revelou que a influenciadora digital Aline Reis recebeu o auxílio Bolsa Família do Governo Federal até abril deste ano, apesar de ostentar uma vida de luxo nas redes sociais. Aline está sob investigação por crimes de estelionato, exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro.

De acordo com o delegado Rony Loureiro, Aline recebeu R$ 4,5 mil de Bolsa Família somente em 2024.

“Isso é para quem tem renda per capita de R$ 200, R$ 250”, afirmou o delegado, destacando a discrepância entre a realidade financeira que Aline exibe online e os critérios de elegibilidade do programa social.

A defesa da influenciadora, representada por sua advogada, alega que as investigações comprovarão a inocência de Aline e que ela está à disposição das autoridades para esclarecer os fatos.

O caso de Aline Reis veio à tona após a Polícia Civil acessar os dados dela através do Portal da Transparência do Bolsa Família. Em nota, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, responsável pelo programa, informou que está atualizando os cadastros do Cadúnico para identificar inconsistências de renda, composição familiar e registros desatualizados.

O delegado Rony Loureiro afirmou que receber auxílio social sem necessidade é um crime que deve ser punido.

“Seja por estelionato, por falsidade ideológica, mas tem que responder”, completou.

As investigações indicam que Aline pode ter recebido Bolsa Família e outros auxílios sociais, como o auxílio emergencial, desde 2020.

Na última sexta-feira (6), uma operação da Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Aline em Cristalina, na Região do Entorno do Distrito Federal. Durante a operação, a Justiça bloqueou R$ 600 mil em bens da influenciadora.

Leia mais

“Patricinhas do Tigrinho” são alvos da polícia por enganar apostadores

Outras influenciadoras envolvidas
Além de Aline, outras duas influenciadoras, Carol de Souza e Tawane Alexandra, foram alvo da mesma operação. As investigações revelam que todas usavam suas presenças digitais para enganar seguidores e participar de atividades ilegais de jogos de azar. Elas também são suspeitas de lavar dinheiro para ocultar a origem criminosa dos recursos.

A advogada de Carol e Tawane, que também representa Aline, afirmou à TV Anhanguera que todas são inocentes.

Mandados de busca e apreensão contra Carol foram cumpridos em São José dos Campos, São Paulo, resultando no bloqueio de R$ 7,7 milhões em bens. Já os mandados contra Tawane foram cumpridos em Luziânia, também no Entorno do DF, onde a jovem teve R$ 800 mil em bens bloqueados.

Segundo a Polícia Civil, as três influenciadoras operavam principalmente em Luziânia, embora duas delas estivessem fora da cidade no momento das operações. O delegado Rony Loureiro explicou que os crimes investigados afetam a integridade financeira e emocional dos cidadãos.

“Eram carros importados, eram viagens ao exterior, aquisições de imóveis. Tudo isso chamou a atenção da polícia e evidenciou que elas estavam absolutamente envolvidas, incitando e incentivando as pessoas com simulações de jogos de ganhos, como o ‘jogo do tigrinho’, em que os ganhos eram expressivos”, detalhou o delegado.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e determinar a extensão do prejuízo causado pelo esquema. A Polícia Civil está empenhada em desmantelar a rede de fraudes e garantir que os responsáveis sejam punidos.

Os crimes de estelionato têm pena de reclusão de 1 a 5 anos, enquanto a exploração de jogos de azar pode resultar em detenção de três meses a 1 ano ou multa. A lavagem de dinheiro é punível com reclusão de 3 a 10 anos.

Check Also

Fluminense oficializa Renato Gaúcho como novo treinador

Rio de Janeiro – O Fluminense anunciou oficialmente a contratação de Renato Gaúcho como novo …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *