Uma mulher foi presa na última quinta-feira (11), suspeita de maus-tratos a animais, após denúncias no setor Vila Boa, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, no local foi encontrada uma cadela em situação de extrema vulnerabilidade, sozinha em um ambiente sujo, coberta por fezes e urina, sem acesso a água potável, com ferimentos nas patas e sinais de doença de pele.
Ainda segundo as investigações, a tutora mantinha outros dois cães e diversos hamsters em outra residência, em Aparecida de Goiânia. No segundo endereço, os policiais encontraram uma cadela da raça pit bull extremamente magra e infestada por ectoparasitas — parasitas que vivem sobre a pele ou nas cavidades do animal. Outra cadela, da raça Yorkshire, estava presa em uma gaiola sem condições mínimas de higiene e cuidados.
Além disso, aproximadamente 300 hamsters eram mantidos em caixas, muitos sem água disponível. Diante das condições observadas e da confirmação dos maus-tratos, a tutora recebeu voz de prisão e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Todos os animais foram encaminhados imediatamente para atendimento veterinário de emergência na Unidade de Pronto Atendimento Veterinário (Upavet). Após a recuperação, eles serão disponibilizados para adoção.
A Polícia Civil reforça que casos de abandono ou maus-tratos podem ser denunciados pelo Disque 197, pelo Grupo de Proteção Animal pelo telefone (62) 3201-2350, ou pelo 190 em situações de emergência.
O Art. 32 da Lei 9.605/98 define maus-tratos a animais como crime, com pena de detenção de três meses a um ano e multa. Com a Lei 14.064/2020, quando a vítima é cão ou gato, a punição se torna ainda mais severa, incluindo reclusão, multa e proibição da guarda.
Redação: Goiás da Gente
Jornalista: João Pedro Lira



