O motorista que atropelou e matou o entregador por aplicativo, Pedro Vitor de Brito Barbosa, de 22 anos, não possuía a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) adequada para dirigir a caminhonete envolvida no acidente, conforme informou a Polícia Civil.
A delegada Caroline Paim, em entrevista à TV Anhanguera, esclareceu que o jovem de 24 anos possui CNH da categoria B, enquanto a categoria C é exigida para a condução da Dodge Ram. “Ele não tem habilitação específica para dirigir o veículo de grande porte, o que pode agravar sua pena, caso seja considerado culpado pela Justiça”, afirmou Paim.
A defesa do motorista declarou que, após o acidente ocorrido na noite de domingo (8), foi imediatamente acionada e tomou as providências necessárias. A defesa relatou que compareceu ao local do acidente e ao hospital onde a vítima foi levada, mas não conseguiu obter informações devido ao sigilo médico, conforme previsto na LGPD. Após a confirmação da morte de Pedro Vitor, a defesa contatou a delegacia responsável pela investigação.
O acidente, que resultou na morte do entregador, ocorreu por volta das 23 horas na Avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás. Pedro Vitor foi atingido enquanto pilotava sua motocicleta, quando a caminhonete, que estava na contramão, fez uma conversão irregular. Apesar do socorro imediato prestado por uma médica que presenciou o acidente, Pedro não sobreviveu às graves lesões.
A Polícia Civil está analisando imagens de câmeras de segurança e, na terça-feira (10), o motorista se apresentou à delegacia acompanhado de uma advogada, mas optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. A delegada Paim informou que, por ter se apresentado espontaneamente, ele não pode ser preso em flagrante.
Os veículos envolvidos no acidente passaram por exames periciais, cujos laudos devem auxiliar nas investigações. A médica que prestou socorro ao entregador também será ouvida, pois testemunhou o acidente e seguiu o motorista após a colisão.
Pedro Vitor, natural do Pará, deixa uma filha de três anos.