O Instituto Nex No Extinction, localizado em Corumbá de Goiás, anunciou nesta semana a morte de Sansão, a onça-pintada mais velha do mundo em cativeiro. Com 25 anos de vida, Sansão superou todas as expectativas de longevidade da espécie e tornou-se um símbolo de resistência, cuidado e preservação ambiental.
Segundo o Instituto, Sansão faleceu de causas naturais, após viver por mais de duas décadas sob os cuidados de biólogos, veterinários e ambientalistas dedicados. A equipe ressaltou que, mesmo no fim da vida, o animal não precisou ser submetido a procedimentos para a eutanásia, partindo de forma natural.
“Por 25 anos, Sansão esteve conosco… mais que um animal, ele foi história, símbolo e presença”, destacou o Instituto em nota oficial.
A média de vida de uma onça-pintada em cativeiro gira em torno de 23 anos, o que faz de Sansão um verdadeiro exemplo de longevidade e qualidade de vida, fruto de um trabalho intenso de cuidados com alimentação, saúde e bem-estar animal.
Mais do que um morador ilustre, Sansão se tornou o embaixador da causa ambiental, sendo peça central em campanhas de conscientização sobre a preservação das onças-pintadas no Brasil. Sua história foi usada em ações educativas, visitas monitoradas e projetos de conservação da fauna brasileira.
O Instituto Nex é conhecido nacionalmente pelo trabalho de resgate, reabilitação e proteção de grandes felinos, especialmente as onças-pintadas, espécie que enfrenta sérias ameaças como a perda de habitat, caça ilegal e os conflitos com o agronegócio.
A morte de Sansão deixa uma lacuna emocional para todos os envolvidos com o projeto, mas também reforça a importância da luta pela preservação da espécie. Atualmente, estima-se que restem pouco mais de seis mil onças-pintadas em vida livre no Brasil, com populações cada vez mais fragmentadas.
O legado de Sansão permanece como um chamado à responsabilidade ambiental e ao cuidado com a biodiversidade brasileira.
Redação



