O ex-presidente Jair Bolsonaro está oficialmente na mira da Justiça do Distrito Federal. O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) determinou a abertura de um inquérito policial para investigar uma publicação feita por Bolsonaro que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao regime do ditador sírio Bashar al-Assad — responsável por perseguições e execuções de pessoas LGBTQIA+ no país árabe.
A polêmica começou após o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, encaminhar à Polícia Federal um pedido de apuração sobre a conduta do ex-presidente. A acusação é de que Bolsonaro teria cometido crime contra a honra de Lula ao compartilhar, via WhatsApp, uma imagem que relacionava o petista a violações de direitos humanos praticadas na Síria.
No entanto, o MPDFT entendeu que o caso não é de competência da Polícia Federal, mas sim da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Agora, caberá à corporação investigar se houve crime de calúnia ou difamação, já que a publicação pode ter atribuído a Lula atos criminosos sem qualquer prova.
O conteúdo da mensagem atribuída a Bolsonaro menciona a suposta amizade entre Lula e Assad, associando-a diretamente à perseguição e assassinato de pessoas LGBTs no território sírio — prática amplamente denunciada por organismos internacionais de direitos humanos.
Caso o inquérito comprove a prática de crime contra a honra, Bolsonaro poderá responder na Justiça e, se condenado, enfrentar penas que incluem multa e detenção.
O Goiás da Gente segue acompanhando o caso e trará todos os desdobramentos dessa investigação que pode agitar ainda mais o cenário político nacional.
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