sábado, março 7, 2026
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Lulinha admite que teve viagem a Portugal custeada pelo Careca do INSS

Empresário afirma que conheceu fábrica de cannabis medicinal; defesa diz que não houve sociedade nem pagamento além das despesas da viagem

O empresário Fábio Luís Lula da Silva afirmou a pessoas próximas que teve passagens aéreas e hospedagem em Portugal custeadas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, atualmente preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com relatos de interlocutores, o empresário disse ter viajado ao país europeu com o lobista para conhecer uma fábrica de produção de cannabis medicinal. Ele nega, no entanto, ter formalizado qualquer sociedade ou recebido pagamentos além do custeio da viagem.

A relação entre ambos passou a ser investigada após um ex-funcionário do lobista afirmar à Polícia Federal que os dois seriam sócios e que haveria repasses mensais envolvendo valores significativos. Durante a apuração, mensagens atribuídas ao investigado mencionariam pagamentos direcionados a um “filho do rapaz”, sem identificação nominal, o que levou à abertura de procedimento para esclarecer se a referência seria ao empresário.

Paralelamente, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social determinou a quebra de sigilo bancário do empresário, em razão da relação com o lobista investigado. As investigações apontam que o suspeito de intermediar pagamentos milionários a ex-dirigentes do órgão representava entidades sob suspeita de realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Segundo pessoas próximas, o convite para a viagem teria partido do lobista e a visita à fábrica de cannabis medicinal ocorreu no fim de 2024, com deslocamento em classe executiva e hospedagem pagos por ele. Ainda conforme esses relatos, teria havido uma proposta de participação em empreendimento ligado ao setor, mas a negociação não teria avançado.

O empresário afirma que não recebeu valores além das despesas da viagem e diz que suas movimentações bancárias comprovam que sua renda é proveniente apenas de dividendos de suas empresas. Ele também nega que suas companhias tenham prestado serviços ao lobista.

A aproximação entre os dois teria ocorrido por meio de uma amizade em comum com a empresária Roberta Luchsinger, também investigada pela Polícia Federal por supostos repasses recebidos do lobista. Até o momento, os citados não se manifestaram publicamente sobre o caso.

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