O leilão do Estádio Serra Dourada, realizado nesta semana pelo Governo de Goiás, atraiu apenas uma proposta, feita por uma empresa integrante do consórcio que administra o Mineirão, em Belo Horizonte. O certame, que tinha como objetivo conceder a gestão do principal estádio goiano à iniciativa privada, surpreendeu pela baixa participação de interessados.
A licitação previa que a empresa vencedora assumisse a gestão do Serra Dourada por um período de 35 anos, com obrigações de modernização da estrutura e melhorias na infraestrutura para torná-lo um polo multiuso, além de manter a vocação esportiva do local. No entanto, apenas a Esportes Brasil Participações, que faz parte do consórcio que administra o Mineirão, apresentou uma proposta.
A falta de concorrência levanta questões sobre as condições do edital e o interesse do setor privado na gestão do Serra Dourada. Especialistas apontam que a necessidade de altos investimentos e o histórico de dificuldades para monetização do estádio podem ter afastado outros players do mercado.
O Governo de Goiás ainda avaliará a proposta recebida antes de oficializar a concessão. Caso seja aceita, a empresa vencedora deverá apresentar um plano de gestão detalhado, incluindo reformas estruturais e estratégias para tornar o Serra Dourada um equipamento autossustentável.
Nos próximos dias, a comissão responsável pela licitação irá analisar a viabilidade da proposta e verificar se atende a todos os requisitos do edital. Se aprovada, a expectativa é que o processo de transferência da gestão ocorra ainda neste semestre, marcando uma nova fase na história do Serra Dourada.
Redação