A Polícia Militar de Goiás prendeu, em Águas Lindas, no último fim de semana, Raimundo Emílio Castro Mendes, o temido “Vavá”, apontado como integrante da facção Comboio do Cão e responsável por uma execução que chocou a região.
De acordo com as investigações, Vavá foi contratado para matar Alex Brito Alves da Cruz, acusado de um crime bárbaro em Luziânia: assassinar a própria esposa, matar a sogra e estuprar a enteada de apenas 10 anos de idade. Após o crime, Alex fugiu para o Recanto das Emas (DF), onde, em maio deste ano, acabou sendo executado pelo pistoleiro a mando da facção.
Fontes da polícia revelam que Alex já tinha antecedentes por outro homicídio e estava em liberdade monitorado por tornozeleira eletrônica. Para os investigadores, a morte foi motivada por “acerto de contas” e interferência de Alex nos negócios do tráfico local.
No dia da execução, Alex foi encontrado morto dentro de uma casa no Recanto das Emas. No local, a polícia apreendeu uma faca e a motocicleta usada pelo pistoleiro para fugir.
O delegado Fernando Fernandes, da Polícia Civil do DF, fez um alerta preocupante:
“Se começa a onda de justiça pelas próprias mãos, até o inocente morre. É preciso confiar no trabalho da polícia e na Justiça.”
O caso escancara um grave problema: a presença e atuação de facções criminosas que se aproveitam da fragilidade do sistema para agir como “juízes” nas ruas, decidindo quem vive e quem morre.
Vavá agora está atrás das grades, mas o recado das autoridades é claro: a lei deve prevalecer sobre a barbárie.
Redação



