quarta-feira , 2 abril 2025

Itapuranga: Projeto de Lei de R$ 4 milhões Enquanto a Cidade Afunda no Abandono

Por Messias da gente

Enquanto Itapuranga, Goiás, afunda em lixo, buracos e descaso, a prefeitura conseguiu aprovar um projeto de lei que promete gastar mais de R$ 4 milhões dos cofres públicos para criar três novas secretarias, aumentar vagas e ajustar salários de cargos. Enquanto isso, o povo sofre com ruas intransitáveis, animais abandonados, idosos transportados em condições desumanas e um sistema de saúde que mais parece um pesadelo. A pergunta é inevitável: para onde está indo o dinheiro público? E por que o governo prioriza o inchaço da máquina administrativa em vez de resolver os problemas reais da população?

O cenário em Itapuranga é de abandono. Ruas esburacadas, montanhas de lixo acumuladas, animais abandonados que se tornam vetores de doenças, e idosos sendo transportados em vans sem ar condicionado e sem janelas, como se fossem objetos, não seres humanos. A saúde pública está em frangalhos, o transporte é precário, e o povo, cansado de promessas vazias, está revoltado.

Mas, em vez de resolver esses problemas, o prefeito propôs um projeto de lei que vai custar mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos. O texto fala em “efetividade”, “sustentabilidade” e “planejamento”, mas a realidade grita: isso não passa de um esforço para aumentar a máquina administrativa e acomodar apaniguados políticos. Enquanto a cidade agoniza, o governo parece mais preocupado em garantir cargos e benesses para seus aliados do que em servir ao povo.

E o projeto foi aprovado. Na Câmara de Vereadores, apenas dois votaram contra: a vereadora *Juliana Moreira (MDB)* e o vereador *Caio Andrade (Solidariedade)*. Os demais, infelizmente, optaram por ignorar o clamor da população e aprovar um projeto que só aumenta o peso da máquina pública, sem trazer benefícios reais para a cidade.

Tentei ouvir o prefeito para entender as justificativas desse projeto, mas não o encontrei. Procurei o presidente da Câmara de Vereadores, e ele estava pescando, distante dos problemas da cidade. Já o vice-prefeito, quando questionado sobre a situação caótica de Itapuranga, saiu correndo de mim. Sim, correu. Em vez de encarar a realidade e ouvir as demandas da população, preferiu fugir, deixando claro que o desprezo pelo povo não é apenas uma impressão, mas uma política de governo.

A reeleição do prefeito foi, no mínimo, uma ironia do destino. Com uma rejeição monstruosa, ele só se manteve no cargo porque a oposição, em um ato de insensatez, dividiu-se em três candidatos, cada um com cerca de 33% dos votos. O prefeito venceu por pouco mais de 300 votos, mas a vitória não foi um reconhecimento de seu trabalho. Foi um reflexo da desunião de seus adversários. E agora, o povo paga o preço.

O projeto de lei em questão, que altera a estrutura organizacional do Poder Executivo Municipal, cria três novas secretarias e aumenta o número de vagas e remunerações de cargos. Mas, pergunto: de que adianta expandir a máquina administrativa se o básico não funciona? De que serve gastar R$ 4 milhões com cargos e salários se as ruas continuam intransitáveis, o lixo não é coletado e os idosos são tratados com desdém?

Itapuranga não precisa de mais cargos ou secretarias. Precisa de ação, de respeito e de um governo que, finalmente, coloque o povo em primeiro lugar. O projeto de R$ 4 milhões é um insulto a uma população que sofre diariamente com o descaso do poder público.

Itapuranga merece mais. Merece um governo que olhe para as ruas esburacadas e veja a urgência de repará-las. Que olhe para o lixo acumulado e enxergue a necessidade de coletá-lo. Que olhe para os idosos sendo transportados como objetos e sinta a obrigação de tratá-los com dignidade.

O projeto de lei já foi aprovado, mas o verdadeiro teste será na prática. E, até agora, a prática tem sido um desastre. Itapuranga não precisa de mais cargos ou secretarias. Precisa de ação, de respeito e de um governo que, finalmente, coloque o povo em primeiro lugar.

Enquanto isso não acontecer, o abandono continuará, a revolta crescerá, e o grito do povo de Itapuranga ecoará cada vez mais alto: “Chega de descaso! Chega de promessas vazias! Chega de governos que só sabem correr da responsabilidade!”

E nós, do *Goiás da Gente*, não vamos abandonar a luta. Voltaremos a Itapuranga para tentar de novo, para ouvir essas pseudos autoridades que insistem em se esconder. Não desistiremos de cobrar respostas e de lutar por uma cidade melhor. A gente lutadora de Itapuranga merece respeito, dignidade e um governo que trabalhe para o povo, e não contra ele.

Mas, diante de tanto descaso, é impossível não questionar: onde está o *Ministério Público do Estado de Goiás*? Enquanto Itapuranga afunda no abandono, o MP-GO parece ausente, distante da realidade de quem mais precisa. É inadmissível que uma cidade sofra tanto sem que haja uma atuação firme e eficaz do órgão que deveria zelar pelos interesses da população. O MP-GO precisa urgentemente intervir, investigar a gestão municipal e garantir que o dinheiro público seja usado para o bem comum, não para beneficiar meia dúzia de aliados políticos.

Itapuranga clama por justiça, e o Ministério Público não pode se omitir. Chega de silêncio. Chega de inércia. É hora de agir.

O Goiás da Gente está disponibilizando um link para que a população conheça mais sobre o projeto que trará mais custos para o bolso do contribuinte de ITAPURANGA

Veja o projeto na integra no link abaixo:
https://drive.google.com/drive/folders/1_-_ImTcPjBpNTg5BH9rzQGYQ0p_XE5bc

 

 

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