Dois casos de possível intoxicação por metanol ainda estão sob investigação pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). A informação foi confirmada nesta segunda-feira (13), após uma semana de boatos e alertas sobre bebidas adulteradas circulando em municípios do interior.
Ao todo, oito casos suspeitos foram notificados no estado. Destes, seis já foram descartados ou excluídos após análises clínicas e laboratoriais. Apenas dois permanecem em análise — um em Uruaçu e outro em Formosa.
O primeiro é o de uma jovem de 25 anos, moradora de Itapaci, que está internada no Hospital Estadual Centro Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. O segundo paciente é um homem de 20 anos, que segue em observação no Hospital Estadual de Formosa.
Segundo a SES-GO, os exames seguem em andamento para verificar a presença de metanol no organismo dos pacientes.
“Os demais casos foram excluídos por não atenderem aos critérios clínicos ou descartados após exames laboratoriais negativos para metanol”, informou a Secretaria.
O metanol é um álcool altamente tóxico, usado principalmente na indústria como solvente. Quando ingerido — mesmo em pequenas quantidades — pode causar cegueira, insuficiência renal, coma e até morte.
Casos de intoxicação geralmente estão ligados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas, muitas vezes vendidas ilegalmente e sem fiscalização.
Os sintomas podem demorar horas para aparecer, o que torna o diagnóstico ainda mais delicado. Entre os principais sinais de alerta estão:
-
Dor de cabeça intensa
-
Náuseas e vômitos
-
Tontura
-
Dificuldade visual (ou perda de visão)
-
Falta de ar
-
Confusão mental
Em casos graves, o paciente pode entrar em coma.
Ao suspeitar da ingestão de bebida adulterada, a orientação é procurar imediatamente o hospital mais próximo. O tratamento precoce é essencial e pode incluir a administração de etanol — que atua como antídoto — além de outros cuidados intensivos.
A SES-GO reforça que a população evite consumir bebidas de procedência duvidosa ou vendidas fora dos canais oficiais, como botecos clandestinos, festas particulares ou redes sociais.
A população pode denunciar pontos de venda suspeitos ou bebidas adulteradas pelo telefone da Vigilância Sanitária Municipal ou através do canal da Ouvidoria da Saúde de Goiás:
0800 646 3911
www.saude.go.gov.br
Redação



