sábado, março 7, 2026
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Infecção após fazer a unha termina com perda de parte do dedo: aposentada de Goiânia enfrenta drama após procedimento em salão

O que era para ser uma simples ida ao salão de beleza virou um pesadelo para a aposentada Marise Teixeira de Araújo Amorim, de 66 anos, moradora de Goiânia. Após fazer as unhas em um salão que visitava pela primeira vez, ela contraiu uma infecção grave e acabou perdendo parte do dedo anelar da mão direita.

Segundo a filha da vítima, a manicure lixou a unha de forma agressiva, causando um pequeno ferimento que passou despercebido naquele momento. Mas no dia seguinte, Marise acordou com dor intensa no dedo — que logo ficou inchado, vermelho e com sinais claros de infecção.

Após ser levada às pressas ao hospital, Marise passou por três cirurgias, incluindo um enxerto de pele e limpeza profunda do tecido necrosado. Além disso, ela foi submetida a 70 sessões de fisioterapia para recuperar parcialmente os movimentos da mão.

A ponta do dedo teve que ser removida. E mesmo com todo o cuidado, os médicos informaram que talvez ela precise de mais uma cirurgia devido à rigidez e comprometimento de nervos.

“Minha mãe nunca teve problema de saúde, nem diabetes ou pressão alta. Foi só a infecção mesmo. Foi desesperador ver a situação evoluindo tão rápido”, relatou Bruna Teixeira, filha de Marise.

A família informou ao salão sobre o ocorrido logo após o primeiro atendimento médico. O estabelecimento se dispôs a pagar os medicamentos, mas a família recusou o valor e preferiu alertar sobre os riscos.

“Nosso objetivo não era dinheiro. Era garantir que outras mulheres não passem por isso”, completou Bruna.

Segundo o ortopedista Dr. Frederico Faleiro, responsável pelo caso, o ferimento foi uma “porta de entrada para bactérias”, algo que pode acontecer em procedimentos simples, especialmente quando os instrumentos não são bem esterilizados ou quando há remoção de cutícula em excesso.

Ele reforça que sinais como dor, vermelhidão, febre local e inchaço devem ser observados com atenção. Ao notar qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar ajuda médica imediatamente.

Fique atento: dicas de segurança ao fazer as unhas

  • Leve seu próprio alicate e lixa quando possível;

  • Certifique-se de que o salão esteriliza os instrumentos;

  • Evite retirar toda a cutícula — ela é uma barreira de proteção natural;

  • Caso haja ferimento, não ignore: observe os sinais de inflamação.

Goiás da Gente acompanha o caso de Marise com solidariedade e reforça o alerta às autoridades sanitárias sobre a fiscalização em salões de beleza. Que esse episódio sirva como lição para que a segurança venha sempre antes da estética.

 Tem alguma história parecida? Envie seu relato para a redação do Goiás da Gente: (62) 99635-8589.

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